Polícia

Relembre o caso: filho mata e concreta a própria mãe em Porto Alegre

Ricardo Jardim foi condenado a 28 anos de prisão em 2018 por crime ocorrido no bairro Boa Vista

Ricardo Jardim preso após confessar que matou a própria mãe
Ricardo Jardim preso após confessar que matou a própria mãe Foto : Mauro Schaefer / CP Memória

O publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, voltou às manchetes policiais nesta sexta-feira, depois de ser preso e apontado como principal suspeito da morte de uma mulher, cujo parte do corpo foi encontrado dentro de uma mala em Porto Alegre.

Jardim, no entanto, já esteve no noticiário policial em 2018, quando foi condenado a 28 anos de prisão por matar e concretar a própria mãe no bairro Boa Vista, zona Norte da Capital.

O caso

A morte de Vilma Jardim, então com 76 anos, foi descoberta ainda no final de maio de 2015. A idosa estava desaparecida desde abril daquele ano e teve o corpo localizado dentro de um armário, em um apartamento localizado na avenida Anita Garibaldi. Ricardo Jardim, então com 56 anos, confessou ter cometido o crime à Polícia Civil.

A localização de Vilma só foi possível a partir do registro do sumiço dela pela filha dela, no Dia das Mães. À época, a delegada Jeiselaure de Souza explicou que Ricardo sempre foi considerado suspeito.

Conforme a delegada, vizinhos relataram que o comportamento do publicitário havia mudado nas últimas semanas. O homem, que não trabalhava, começou a adquirir bens que não eram comuns.

Em depoimento, Ricardo mostrou-se controverso e em função disso os policiais foram até o apartamento da família. Lá, o homem foi flagrado com um revólver e foi preso por porte ilegal.

Na delegacia, ele contou que matou a própria mãe por uma discussão relacionada a dinheiro. Meses antes, em dezembro de 2014, o pai de Ricardo Jardim morreu e deixou uma herança de R$ 400 mil. Jardim relatou que deixou o corpo da mãe embaixo da cama por uma semana. Depois, resolveu comprar um armário sob medida, onde a colocou e a concretou na parede. Para tentar disfarçar o cheiro, Jardim espalhou borra de café pelos cômodos do apartamento.

Armário usado para concretar a vítima | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

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Julgamento e condenação

Três anos depois do crime, em novembro de 2018, Ricardo Jardim sentou no banco dos réus. No curso do processo, ele mudou a versão apresentada à Polícia Civil e chegou a alegar que a mãe morreu depois de cair no chão, mas acabou condenado a 28 anos de prisão.

A decisão foi proferida pela juíza de Direito Karen Luise Vilanova Batista de Souza Pinheiro. A sentença foi dividida em 27 anos pela morte da mãe e mais um ano de detenção por posse ilegal de arma.

A acusação ficou com a promotora de Justiça Luciane Wingert e a defesa ficou a cargo do advogado Renato Andrade Ferreira. “A motivação, dentre outras, foi o uso de patrimônio e valores que a mãe deixou em razão da morte do marido, pai do réu. As provas são incontáveis”, afirmou a promotora.