Eleições

Ausência de conflitos entre candidaturas rivais marca segundo bloco de debate para o Senado

Evento ocorre nesta terça-feira, no Teatro da Amrigs

Debate entre candidatos ao Senado
Debate entre candidatos ao Senado Foto : Alina Souza

O segundo bloco do último debate entre candidatos gaúchos ao Senado Federal foi marcado pela falta de confronto entre rivais. Nesta primeira etapa, os candidatos fizeram questionamentos somente para os colegas de coligação, tornando o bloco menos combativo.

Promovido pelo Correio do Povo, pela Rádio Guaíba e pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), o debate ocorre nesta terça-feira (29), no Teatro da Amrigs, com apresentação da jornalista Taline Oppitz.

No segundo bloco, os concorrentes puderam fazer perguntas de 30 segundos entre si sobre temas livres, com direito a resposta de um minuto e meio, um minuto réplica e tréplica.

A primeira pergunta foi de Paulo Pimenta (PT) para Manuela D'ávila (Psol), utilizando o tempo para criticar a reforma da previdência realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A candidata aproveitou para reforçar e estender a crítica para a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) no mesmo campo. No espaço da réplica e tréplica, os candidatos comentaram sobre legislação acerca dos planos de saúde.

Da mesma forma, Ubiratan Sanderson (PL) chamou Marcel Van Hattem (Novo) para tecerem comentários sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), em especial ao ministro Flávio Dino, chamando-o de "militante".

Após pedir silêncio para os militantes que o apoiam, evitando interferência na transmissão do debate, Germano Rigotto seguiu no tópico do STF, comentado sobre a série de decisões voltadas à polêmica envolvendo a padroeira do Brasil.

Rigotto selecionou Frederico Antunes (PSD) para responder. Antunes propôs a redução do tempo de permanência, além da formas para endurecer a fiscalização da corte. Na réplica, Rigotto criticou posturas das lideranças do congresso, reforçando o desejo de possibilitar o impeachment.

Marcel questionou a opinião de Sanderson sobre o projeto de lei que equipara facções e organizações terroristas. O candidato do PL citou a estrutura das organizações, além de, novamente, citar e criticar o ministro Flávio Dino. Van Hattem aproveitou o tempo de réplica para falar sobre investimentos nas forças de segurança.

Sanderson, após comentar que Lula simpatiza com facções, foi interrompido por um membro da audiência adversária, que teria dito "miliciano é o Bolsonaro".

Renato Jaguarão (Cidadania) questionou Milton Cardoso (PSDB) sobre como avaliou os debates até aqui. "Tem candidatos que acham que estão disputando o Grêmio estudantil”, foi o primeiro comentário de Cardoso.

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Manuela chamou Pimenta para debater sobre a soberania e interferências nas eleições do Brasil. "Nós não podemos ter alguém que sauda a bandeira dos Estados Unidos ", ponderou Pimenta ao longo o do período de resposta. O candidato petista citou em seguida a relação de Flávio Bolsonaro com figuras do crime organizado no RJ, que foi ecoada por Manuela.

Antunes pergunta para Rigotto se o RS tem o controle fiscal e financeiro necessário para conseguir crescer e desenvolver o estado. O ex-governador criticou programas que seriam somente "eleitoreiros e populistas". Na réplica, Antunes comenta sobre o reajuste da tabela SUS, que tem sido uma das bandeiras da campanha. Na réplica, Rigotto fala sobre os desafios do pagamento da dívida.

Cardoso questionou Jaguarão sobre STF, além de chamar a atenção de Pimenta, dizendo que o oponente defende "bandido", numa forma de criticar Lula. Jaguarão comentou sobre os artigos que planeja revisar para possibilitar o impeachment de ministros do STF a partir do congresso nacional.

O comentário de Jaguarão levou a um direito de resposta da Pimenta, concedido no segundo bloco.

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