Este domingo será decisivo para o futuro do país, quando mais de 158 milhões de brasileiros poderão ir às urnas para definir seus representantes em um pleito marcado pela intensidade dos debates e também por assuntos adversos.
Por exemplo, o ambiente digital se tornou o principal campo de batalha eleitoral, segundo o especialista Amaro Grassi. Segundo ele, houve uma migração dos comícios e panfletagens físicas para estratégias focadas em redes sociais e aplicativos de mensagem, transformando a dinâmica de mobilização dos candidatos e a forma como o eleitor consome informação política.
Mais uma eleição presidencial marcada pela tensão
Na disputa presidencial, o clima de polarização, os episódios marcantes do período de propaganda e o impacto da divisão política nacional no comportamento dos eleitores em todo o país marcaram a campanha.
Na corrida principal, para a presidência da República, estão 12 concorrentes, sendo metade deles praticamente ‘invisíveis’. Destaque para o presidente Lula (PT), que busca o quarto mandato; e o senador Flávio Bolsonaro (PL), representante da família bolsonarista.
Apesar do curto espaço de tempo oficial para a competição, de sua baixa visibilidade nas ruas, ou da sensação de pouco engajamento dos eleitores, a campanha nacional do primeiro turno foi mais uma vez pontuada de tensão. Seu pano de fundo, do início ao fim, foi um escândalo do mercado financeiro, o do Banco Master, precificado como a maior fraude da história nacional. Por suas características peculiares, ele se transformou em um espetáculo que atingiu as instituições da República e atiçou o imaginário nacional sobre promiscuidade, corrupção, traições, festas e ostentação entre ricos e poderosos, mantendo em aberto consequências ainda difíceis de mensurar.
Definição no RS se encaminha para o segundo turno
Após uma eleição ‘morna’, o cenário na disputa pelo Palácio Piratini indica a tendência de que a escolha do novo governante do Rio Grande do Sul fique para a segunda etapa.
Entre todos os candidatos, a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) e o deputado federal Luciano Zucco (PL) apresentam, desde o início da corrida, em diferentes sondagens eleitorais, uma distância confortável dos demais. O vice-governador Gabriel Souza (MDB) é o único que, além de ambos, também ostenta dois dígitos em parte dos levantamentos.
Uma disputa acirrada ao Senado no RS
O equilíbrio em recentes pesquisas pesquisas, as alianças estratégicas e o embate voto a voto entre as principais forças políticas do Estado marcou a disputa por uma das cadeiras mais cobiçadas neste ano no Rio Grande do Sul: a do Senado. Com 13 candidatos, oito ganharam maior visibilidade, sendo seis deles detentores de trajetórias ou votações expressivas na política local: um ex-governador, três deputados federais, entre os quais um ex-ministro, o atual líder do governo na Assembleia Legislativa e uma ex-deputada que já integrou chapa presidencial. São eles, pela ordem, Germano Rigotto (MDB), Marcel van Hattem (Novo), Ubiratan Sanderson (PL), Paulo Pimenta (PT), Frederico Antunes (PSD) e Manuela d’Ávila (PSol).
A disputa pelo voto dos gaúchos na Assembleia e Câmara dos Deputados
Bancadas partidárias se organizaram de diferentes formas para tentar garantir representatividade na Assembleia Legislativa do RS e na Câmara dos Deputados em Brasília.
Das 513 cadeiras em disputa na Câmara dos Deputados, 31 são do RS. A representação de cada Estado é proporcional a sua população. Já na Assembleia Legislativa, são 55 assentos no total. O que marca as duas corridas neste ano é o fato de que, entre os 31 parlamentares gaúchos que conquistaram uma vaga como federais em 2022, os três com os melhores desempenhos não estão tentando renovar seus mandatos. Um pleiteia chegar ao Palácio Piratini. E dois entraram na briga pelas vagas do Senado.
