Eleições

Campanha de Lula pede ao TSE que apure fechamento de consulados dos EUA

Campanha do presidente alega que decisão dos EUA sobre serviços consulares configura intervenção externa nas eleições brasileiras

Campanha do presidente alega que decisão dos EUA sobre serviços consulares configura intervenção externa nas eleições brasileiras
Campanha do presidente alega que decisão dos EUA sobre serviços consulares configura intervenção externa nas eleições brasileiras Foto : Alina Souza

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que seja investigada a decisão do governo dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares da Embaixada e dos consulados no Brasil. O pedido foi incluído na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura a intervenção externa nas eleições brasileiras.

A decisão do governo americano, adotada a partir de sexta-feira, citou "preocupações com a segurança", sem detalhar a ameaça que a teria motivado, com orientação a seus cidadãos para que evitassem o deslocamento às repartições e a seus funcionários para que trabalhassem remotamente.

A Coligação Brasil Pronto Pra Mais argumenta ainda que a infraestrutura de intervenção externa no processo eleitoral brasileiro está organizada em três frentes articuladas (comunicacional, institucional e diplomática) a serviço da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A ação pede investigação do principal candidato de oposição e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL), além do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

"Um gesto diplomático anômalo dessa magnitude, deflagrado por Estado estrangeiro no exato interregno eleitoral, projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito e se insere, como desdobramento, na mesma frente institucional-diplomática descrita na inicial", afirma a equipe jurídica de Lula. "Estes fatos apenas são mais um desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norte americano, articulada, ao que tudo indica, diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro", continua.

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A petição cita informações veiculadas na imprensa de que "a ordem para fechamento partiu diretamente de Marco Rubio, diretor do Departamento de Estado dos Estados Unidos". A equipe de Lula considera que Rubio tem proximidade com a família Bolsonaro e focado sua atuação na América Latina.

Na quinta-feira, 1º, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Brasil é "um país muito importante" e classificou a eleição presidencial brasileira como "muito importante".

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