O feriado do Dia da Independência entrou com força na agenda dos presidenciáveis destas eleições, especialmente, no momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma das suas maiores crises. Um exemplo são as mobilizações chamadas por candidatos para este 7 de Setembro.
Flávio Bolsonaro, nome do PL na disputa, chama os apoiadores para um ato em São Paulo, que está previsto para começar às 15h, na avenida Paulista. A data já era utilizada por seu pai, Jair Bolsonaro, enquanto presidente, para reunir seus apoiadores em demonstração de força política. O candidato afirmou que o sucesso da manifestação estará diretamente ligado à possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes no STF: “Se a manifestação tiver bastante gente, eu sei que lá dentro do Supremo tem algumas pessoas que são sensíveis a essa pressão popular”, afirmou, em vídeos nas redes sociais.
Antes, às 9h30min, o candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, chamou para um ato, também na Paulista, em alusão ao Dia da Independência e contra o ministro Alexandre de Moraes. Após, o presidenciável concederá entrevista coletiva e caminhará pela avenida em direção ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Ele também publicou um episódio de sua série “Os intocáveis”, em que satiriza a relação entre Moraes e o banqueiro preso Daniel Vorcaro.
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Já o nome do Missão, Renan Santos, convocou um ato contra o STF e o ministro Alexandre de Moraes a partir das 11h, no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. “O Brasil precisa sair às ruas para que tudo venha à tona sobre esse caso, que seja disponibilizado para a imprensa as conversas do senhor Daniel Vorcaro com todas as autoridades da República. Que todo mundo que recebeu dinheiro do Daniel Vorcaro seja exposto e que a população saiba que a Justiça vai julgá-los”, disse o candidato em publicação nas redes sociais. Ele também disse que não estará no ato de Flávio.
Pronunciamento
Hoje, o presidente Lula participa do tradicional desfile de 7 de Setembro em Brasília. Para a noite deste domingo, estava previsto seu pronunciamento sobre a data. A fala tem duração de três minutos e 43 segundos. O discurso, protocolado pela Secom na petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defende a soberania nacional e cita as “riquezas” do país, como os minerais críticos e o petróleo na Margem Equatorial. “Não somos, e não seremos colônia de ninguém”, afirma. Lula faz ainda a defesa pelo livre-comércio e de que nenhum país pode tutelar o Brasil sobre com quem pode vender ou comprar.
A transmissão foi autorizada pelo presidente do TSE, Kássio Nunes Marques. O aval deve-se porque a publicidade institucional por agentes públicos é proibida nos três meses que antecedem as eleições. Há exceções, porém, como casos de “grave e urgente necessidade pública”. Ele considerou que a fala é de interesse público, já que a data “possui significado histórico e institucional autônomo em relação às funções de governo e, especialmente, às atribuições institucionais de Chefia de Estado”.
