Com a proximidade das Eleições 2026, o Correio do Povo compilou as propostas de governo dos quatro principais candidatos ao pleito no Palácio Piratini sobre um tema essencial: o combate ao racismo no Rio Grande do Sul.
Veja a seguir o que Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) projetaram para auxiliar no combate a discriminação racial.
As propostas de Gabriel Souza (MDB)
No plano de governo do atual vice-governador do Estado, o tema aparece no eixo “Direitos humanos e Cidadania”, “Mulheres, Autonomia e Protagonismo” e em “Ecossistema de Inovação”. O candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) reconhece que é um desafio o fato de a população negra representar cerca de 19% dos gaúchos e permanecer sobrerrepresentada entre os grupos de menor renda. Ele também destaca que mulheres negras enfrentam maiores dificuldades de inserção produtiva e geração de renda e que a promoção da saúde das mulheres também exige atenção permanente.
O plano de governo prevê a garantia de oportunidades de qualificação profissional, empreendedorismo e inclusão econômica como os principais meios para fortalecer a autonomia feminina e reduzir desigualdades. Também apresenta como proposta a necessidade de fortalecer o acolhimento, a proteção integra e os mecanismos de monitoramento, atendimento digital, integração de dados e identificação de situações de risco – além da qualificação no processo de formulação de políticas públicas.
O candidato também reconhece que as vulnerabilidades afetam de forma mais intensa jovens negros, evidenciando a necessidade de políticas capazes de combinar ações universais com estratégias focalizadas.
As propostas de Juliana Brizola (PDT)
Com uma proposta mais ampla, o combate ao racismo no plano de governo da candidata do Partido Democrático Trabalhista (PDT) está inserido em “Igualdade Racial e Ações Afirmativas”. A candidata assume o compromisso de contribuir para a construção de um Rio Grande do Sul mais justo, plural e igualitário.
Para isso, seu governo atuará no combate ao racismo institucional, na proteção e valorização das tradições e do patrimônio afro-gaúcho, no avanço da regularização fundiária dos territórios quilombolas e na ampliação das oportunidades de educação, trabalho, cultura e participação social para a juventude negra.
As estratégias passam por assegurar o cumprimento das cotas raciais nos concursos públicos e cargos em comissão, proteger os espaços tradicionais de matriz africana, valorizar materiais produzidos por autores negros e indígenas e acelerar a titulação dos territórios quilombolas.
Também apresenta a ideia de implementar uma política nacional de saúde integral da população negra, criar uma linha prioritária de microcrédito e qualificação para mulheres negras empreendedoras e reconhecer cozinhas de espaços tradicionais de matriz africana e associações quilombolas como integrantes da rede estadual de combate à fome.
As propostas de Luciano Zucco (PL)
Com uma proposta mais enxuta, o candidato do Partido Liberal (PL) alocou a temática dentro do eixo “Valorizar a Diversidade Cultural Gaúcha”. Em seu plano, o único trecho em que as pessoas negras aparecem como pauta é no trecho em que defende o apoio “ao tradicionalismo, as culturas populares, os povos indígenas, as comunidades quilombolas, as culturas negras e de imigração, os mestres dos saberes, o artesanato e as expressões urbanas contemporâneas, reconhecendo a pluralidade da identidade do Estado”.
As propostas de Maranata (PSDB)
No plano de governo do candidato do Partido Da Social Democracia Brasileira (PSDB), a população negra aparece no eixo sobre “Empreendedorismo, micro e pequenas empresas” e “Mulheres, igualdade racial, diversidade e direitos humanos”.
Entre suas propostas, está a ideia de adotar metas de igualdade racial em políticas públicas fortalecendo comunidades quilombolas e povos indígenas. O candidato também aposta em estimular o empreendedorismo feminino, negro, jovem e periférico.
Segundo o documento, para que essas medidas aconteçam, será implementado um programa específico, com órgão responsável, cronograma, fonte de financiamento, recorte territorial e metas anuais. A execução deverá começar por diagnóstico e priorização de riscos, seguida de projetos-piloto quando necessário, expansão progressiva e avaliação independente. Os contratos, custos, beneficiários e resultados serão publicados em painel aberto.
*Com supervisão de Mauren Xavier
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