Mesmo com a vantagem construída pelo PL no Rio Grande do Sul neste primeiro turno, os filiados ao partido e os membros de partidos aliados – PP, Republicanos, Novo, DC, União Brasil e Podemos – seguem mobilizados para aumentar os votos para Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Mantendo o mesmo estilo de ações de primeiro turno, o grupo ainda está lapidando as estratégias.
Com a eleição de Luciano Zucco (PL) em primeiro turno para o governo do Estado, o partido concilia a agenda da campanha de Flávio com os primeiros passos da transição de governo. Entre esses processos, Zucco é escolhido como principal articulador para campanha de Flávio no segundo turno.
Apesar dessa definição, ainda não foram definidos os nomes que devem coordenar as ações pelo Estado, que serão indicados após nova reunião envolvendo Zucco, eleitos e não eleitos do PL e siglas aliadas, a ocorrer nos próximos dias.
Luciano Zucco indicou que haverá uma mobilização no Rio Grande do Sul junto com os outros governadores eleitos da região Sul, Jorginho Mello (PL-SC) e Sérgio Moro (PL-PR), marcada para 18/10, com local a ser definido. Há também a perspectiva da uma visita de Flávio ao Estado durante o segundo turno, mas sem data confirmada.
No Rio Grande do Sul, a mobilização almeja ampliar o percentual de 55,64% conquistado em primeiro turno por Flávio, contra os 35,73% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para concretizar esse crescimento, as lideranças do PL indicam que o foco da campanha – com adesivaços, comícios e mateadas – permanece na Região Metropolitana e região Sul do Estado.
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Nas cidades próximas da Capital, Flávio não saiu vitorioso apenas em Porto Alegre e Viamão. No entanto, são o 1° e o 8° maior colégio eleitoral do Estado, com 1,119 milhão e 161,6 mil eleitores. A mesma situação ocorre no Sul do Rio Grande do Sul, que tradicionalmente se alinha mais aos partidos de esquerda. A intenção é virar votos e minimizar as abstenções em Pelotas e Rio Grande, 4° e 11° maior colégio eleitoral do Estado, somando 280 mil eleitores.
Em relação às bandeiras utilizadas neste período, as lideranças da aliança indicam que mantêm as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas que também tentam responder às afirmações que seriam usadas pelo PT contra Flávio, formando uma “contra-guerrilha”.
Um exemplo citado é o comentário de que Flávio Bolsonaro planeja extinguir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e não reajustar a aposentadoria. Apesar de críticas, o termo BPC não é citado no plano de governo de Flávio, enquanto o controle da inflação é colocado como ferramenta para melhorar o poder de compra dos aposentados.
Em nível nacional, Flávio Bolsonaro recebe apoio formal do Novo, União Brasil, PP, DC, Republicanos e Podemos. O MDB e PSD liberaram os diretórios regionais para definirem quem desejam apoiar. No caso do Rio Grande do Sul, ambos se manifestaram em apoio ao candidato do PL.
