Eleições

O que pensam os candidatos ao RS sobre a crise do Supremo Tribunal Federal

Gabriel, Juliana, Maranata e Zucco abordam crise que instaurou-se no Supremo

As divergências internas entre os ministros permanecem no centro das atenções
As divergências internas entre os ministros permanecem no centro das atenções Foto : Marcello Casal / ABr / Divulgação / CP

Diante dos últimos desdobramentos na crise do Supremo Tribunal Federal que abrange o envolvimento de ministros do Supremo, a produção do filme “Dark Horse” e a fraude do Banco Master, o Correio do Povo questionou os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul sobre seus posicionamentos em relação ao caso que vem impactando a política brasileira. Com unanimidade, todos declaram apoio à investigação legal e justa dos envolvidos no caso.

A crise no STF ganhou novos desdobramentos nos últimos dois dias com divergências entre ministros sobre a condução de investigações relacionadas ao caso Banco Master. O presidente da Corte, Edson Fachin, adotou medidas para centralizar os procedimentos e suspendeu decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino relacionadas ao comando da Polícia Federal. O episódio ocorre em meio à divulgação de mensagens e documentos envolvendo integrantes do Supremo e pessoas ligadas ao caso.

Nesta sexta-feira,11, Fachin determinou a Mendonça a retirada do sigilo de documentos do processo do Master. A medida antecede a sessão do plenário marcada para terça-feira,15, quando o STF deve analisar o relatório da Polícia Federal e pedidos relacionados às investigações. As divergências internas entre os ministros permanecem no centro das atenções.

Veja as declarações dos candidatos:

Gabriel Souza (MDB)

“Com a quebra do sigilo de parte dos documentos do caso Master, é impossível não ficar estarrecido diante da dimensão e da gravidade dos fatos que vêm sendo revelados.

O quadro é amplo e preocupante, alcançando figuras de diferentes correntes ideológicas e envolvendo agentes dos mais diversos espaços de poder da República.

É fundamental que tudo seja investigado com rigor, independência e respeito ao devido processo legal. Sem seletividade, sem proteção e sem relativizações em razão de ideologia, partido ou posição.

O Brasil precisa aproveitar este momento para fazer uma escolha: retomar o caminho da ética, da responsabilidade e da moralidade pública. Nossa democracia não pode conviver com dois pesos e duas medidas. Quem errou deve responder, independentemente de sobrenome, cargo, partido ou lado político.

E o nosso Rio Grande também tem que aproveitar esta eleição pra deixar essa brigalhada dos extremos lá em Brasília. Nos últimos anos nosso estado viveu em paz, sem escândalos, sem greves e sem brigas ideológicas. Nosso foco foi as famílias gaúchas e assim tem que continuar sendo. É hora de recolocar o Brasil nos trilhos e manter o Rio Grande na mão certa, longe do extremos e andando pra frente”.

Juliana Brizola (PDT)

“Defendemos que todas as investigações avancem com independência e transparência. É fundamental que a população tenha acesso a todos os esclarecimentos necessários, respeitando todos os ritos jurídicos. Entendemos que a confiança nas instituições é fundamental para a democracia, e o melhor caminho para isso é garantir isonomia no tratamento de qualquer autoridade pública, garantindo o mesmo rigor para todos”.

Marcelo Maranata (PSDB)

“Já disse em várias manifestações, entrevistas e debates que sou a favor do afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes para que se possa investigar a fundo toda e qualquer irregularidade. E que se puna exemplarmente se tudo for confirmado”.

Luciano Zucco (PL)

“Já assinei a CPI do Banco Master e defendo uma investigação completa deste caso, doa a quem doer.

Sobre o STF, as acusações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes são gravíssimas. Ninguém está acima da lei, nem os ministros do STF, que deveriam guardar a Constituição. Ele precisa ser afastado imediatamente e toda relação ser investigada, sem influência política, como vinha ocorrendo na Polícia Federal, um órgão de Estado que foi transformado parcialmente por Lula num órgão de governo”.

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