Eleições

TSE assina e lacra os sistemas das eleições de 2026

Cerimônia em Brasília gerou as “impressões digitais” dos programas, que seguem para a sala-cofre da Corte antes de chegar aos tribunais regionais

Presidente do TSE afirma que procedimento assegura segurança, transparência e auditabilidade da tecnologia eleitoral
Presidente do TSE afirma que procedimento assegura segurança, transparência e auditabilidade da tecnologia eleitoral Foto : TV Senado / Youtube / Reprodução / CP

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, assinou digitalmente e lacrou na manhã desta sexta-feira (4) os sistemas que serão usados nas eleições de 2026. A cerimônia começou às 8h30min, na sede do tribunal, em Brasília, e fechou a etapa iniciada em 31 de agosto, quando o TSE começou a compilar os programas eleitorais, reunindo códigos e componentes necessários para gerar as versões submetidas à assinatura e à lacração.

“Esse ato assegura que a tecnologia empregada para a manifestação da vontade popular permaneça segura, transparente e auditável durante todo o processo eleitoral”, afirmou Nunes Marques.

Segundo o ministro, a aposição das assinaturas digitais impede alterações nos sistemas e inaugura uma fase em que os mecanismos de segurança garantem a autenticidade e a integridade das versões lacradas.

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, ressaltou o caráter simbólico da cerimônia. “Nós estamos aqui, como Justiça Eleitoral, dizendo à sociedade brasileira que os sistemas estão prontos e que, a partir de hoje, assim que forem disponibilizados, eles podem ser inseridos nas urnas eletrônicas”, disse. O primeiro turno das eleições ocorre em 4 de outubro.

A assinatura digital gera os hashes, códigos que funcionam como impressão digital de cada programa e permitem checar depois se o sistema instalado na urna corresponde à versão testada e aprovada. A lacração, física e digital, protege os programas contra modificações. As mídias ficam sob guarda do TSE e, depois, cópias são enviadas aos tribunais regionais eleitorais (TREs), que preparam as urnas com base nesse material oficial.

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Segundo o TSE, o procedimento é acompanhado por entidades fiscalizadoras, que podem verificar a integridade dos sistemas. As organizações que desenvolveram programas próprios para conferir a assinatura digital também têm esses sistemas compilados, assinados e adicionados à cópia física guardada na sala-cofre.

Após esse processo, os respectivos resumos digitais são gerados, disponibilizados às entidades presentes no evento e publicados na internet.

Acompanharam a cerimônia o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e do próprio TSE.

Entre os sistemas e componentes que serão compilados, assinados e lacrados digitalmente, estão aqueles responsáveis pelo funcionamento da urna eletrônica no dia da votação; pelo registro e pela transmissão dos Boletins de Urna; pelo recebimento, pela organização e pela totalização dos resultados; pela segurança e pela criptografia das informações; e pelo apoio às auditorias e verificações de integridade do voto. A relação completa desses sistemas está prevista no artigo 3º da Resolução TSE nº 23.673/2021.

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