Eleições

Virada em MG e ampliação de domínio no Nordeste fazem a diferença para Lula na eleição

Petista venceu em território mineiro por pouco mais de 102 mil votos de diferença para Flávio Bolsonaro

Lula durante ato em Belo Horizonte, dias antes de ser reeleito presidente
Lula durante ato em Belo Horizonte, dias antes de ser reeleito presidente Foto : Douglas Magno / AFP

Desde antes da corrida presidencial, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tinham consciência de que deveriam conquistar um eleitorado em particular: o de Minas Gerais. Um dos muitos caminhos para a vitória estaria justamente na combinação da força do Nordeste com o apoio dos mineiros. Dessa forma, a virada de Lula em MG no segundo turno foi considerada essencial para a reeleição.

O cenário que se apresentou na eleição em Minas Gerais foi um pouco diferente do que aconteceu nos estados do Sul, por exemplo. O crescimento de Lula foi exponencial e não lhe deu apenas uma diminuição de diferença para o opositor, mas uma virada, ainda que apertada. No primeiro turno, o petista fez 43,33% (5.188.936 de votos) contra 48,24% (5.777.548 de votos) de Flávio Bolsonaro.

Já no segundo turno, Lula tomou a liderança do estado com um desempenho surpreendente, alcançando 50,43% (6.351.099 de votos). Flávio cresceu na comparação com a primeira etapa do pleito, mas não o suficiente para ganhar em solo mineiro. O senador do PL fez 49,57% (6.241.786 de votos). O presidente reeleito teve um salto superior a 7%, colocando Minas como o sexto território que mais concedeu votos a Lula na reta final da eleição.

A desvantagem de Lula, que era 588.612 votos no primeiro turno, se transformou em vantagem de 102.971.

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Bahia e o Nordeste

A outra parte da equação que resultaria em vitória veio do Nordeste, onde Lula ampliou o seu domínio no número de votos válidos nos nove estados na comparação entre primeiro turno e segundo turno. O crescimento mais expressivo foi constatado na Bahia, onde Lula atingiu índice de 66,17% (5.664.771 de votos) na abertura da corrida presidencial e depois cruzou a linha de chegada com 71,31% (6.484.995 de votos). A exemplo de outros locais, Flávio ganhou votos, mas o saldo em favor do atual presidente cresceu em mais de 654 mil votos.

Um pequeno retrato da ampliação desta dominância apareceu na capital Salvador. No primeiro turno, Lula atingiu 65,6% (944.358 de votos). No segundo, o petista ampliou a margem, fazendo 73,24% (1.154.072 de votos). Regionalmente, o percentual de votos válidos do Nordeste para Lula atingiu 69,3% contra 30,6% para Flávio Bolsonaro.

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