Política

Gilmar Mendes anula quebra de sigilo de fundo usado por cunhado de Vorcaro para comprar resort de Toffoli

Ministro disse que ato não constitui “ato ordinário de investigação, mas medida de caráter excepcional”

Gilmar Mendes anula quebra de sigilo de fundo usado por cunhado de Vorcaro
Gilmar Mendes anula quebra de sigilo de fundo usado por cunhado de Vorcaro Foto : Gustavo Moreno / STF / CP

O ministro do STF Gilmar Mendes anulou nesta quinta, 17, a quebra de sigilo do fundo Arleen aprovada pela CPI do Crime Organizado. Como mostrou o Estadão, o Arleen tinha como único cotista o fundo Leal, cujo investidor, entre 2021 e 2025, foi Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Documentos obtidos pela reportagem mostraram que foi com esse fundo que Zettel passou a ser sócio do resort Tayayá, por meio de aportes R$ 20 milhões no empreendimento. Até então, os familiares de Toffoli apareciam como administradores do empreendimento por meio da Maridt, da qual o próprio ministro admitiu também fazer parte como sócio.

Para o ministro, a quebra de sigilo apresentada pelo senador Sérgio Moro (União-PR) e aprovada pela comissão na quarta, 18, não constitui “ato ordinário de investigação, mas medida de caráter excepcional”. “Parece evidente que os próprios integrantes da CPI tinham ciência a respeito da possibilidade de anulação de seus atos e, mesmo assim, decidiram prosseguir com a votação simbólica, sem discussão sobre os pressupostos da medida investigativa”, assinalou Gilmar.

Na decisão, o decano cita a ordem do ministro Flávio Dino que suspendeu a quebra de sigilo do filho do presidente Lula pela CPMI do INSS.

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