O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira, 9, que "é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master". Esta foi a manifestação mais contundente do presidente sobre o caso e representa uma mudança de rota em sua campanha para tentar responder ao desgaste sofrido nas últimas semanas.
"É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", completou o petista.
Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário.
— Lula (@LulaOficial) September 9, 2026
Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que…
Em publicação no X no fim da manhã desta quarta, Lula citou a operação Spoofing (originada a partir das conversas hackeadas dos telefones do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol) como um "exemplo a ser seguido" para a "divulgação da verdade".
"Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário. Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. A divulgação da verdade, como aconteceu na Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Lewandowski, é um exemplo a ser seguido", afirmou o presidente da República.
A operação Spoofing foi deflagrada para apurar a invasão das contas de Moro e Dallagnol no aplicativo Telegram. Foi a partir desta operação que as conversas, que serviriam de base para a anulação das condenações contra o presidente Lula, foram incluídas no Judiciário. As defesas dos réus na Lava Jato, então tiveram acesso a esse conteúdo e puderam usá-lo para contestar suas condenações o que aconteceu com o petista.
A publicação nas redes sociais de Lula nesta quarta segue a estratégia traçada pela campanha do presidente de evitar ataques diretos ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por causa da investigação no caso do Banco Master. Ainda assim, as decisões mais recentes do ministro, e os sequenciais vazamentos de partes das investigações, irritaram o presidente e seus aliados mais próximos.
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No capítulo mais recente da crise institucional do STF, o ministro Flávio Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).
A reintegração de Andrei Rodrigues atendeu a um pedido do próprio delegado. Na petição, Rodrigues apontou que seu afastamento interfere na investigação sobre o repasse de emendas parlamentares para empresas ligadas ao filme "Dark Horse" — processo que, por sua vez, é relatado por Dino.
Na decisão, o ministro ressaltou que sua competência para analisar o caso decorre da "necessidade de resguardar a plena efetividade das medidas urgentes determinadas nestes autos, e outros, assegurando as condições necessárias ao seu regular cumprimento e prevenindo interferências externas indevidas capazes de comprometer a execução das providências determinadas".