Política

Planalto avalia que ala liderada por Moraes se aliou a Alcolumbre para barrar Messias

Flávio Dino também teria participado de articulações para rejeitar nome de advogado-geral

Planalto avalia que ala liderada por Moraes se aliou a Alcolumbre para barrar Messias
Planalto avalia que ala liderada por Moraes se aliou a Alcolumbre para barrar Messias Foto : Luiz Silveira/STF

Após a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto começa a avaliar o cenário que levou à derrota do advogado-geral. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o governo entende que uma ala do STF, liderada pelo ministro Alexandre de Moraes, teria se aliado a Davi Alcolumbre para barrar a entrada do advogado-geral na Corte.

Embora tenha passado com tranquilidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias foi rejeitado no plenário do Senado por 42 votos a 34. O resultado não só aumenta a crise entre o Planalto e o Congresso como anima a oposição nas eleições contra Lula, que é candidato ao quarto mandato.

A análise do resultado e dos motivos foi feita em reunião que contou com o presidente e os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e José Múcio (Defesa), além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no Palácio da Alvorada.

Auxiliares de Lula também disseram, sob reserva, que o ministro Flávio Dino atuou para derrotar o advogado-geral da União. Tanto Moraes como Dino negam que tenham participado desse movimento. “Peça para apontarem um único senador que liguei ou falei”, disse Moraes, por intermédio de sua assessoria.

O diagnóstico do Planalto foi o de que, ao se aliar ao ministro do STF André Mendonça para conquistar votos de senadores bolsonaristas, Messias acabou comprando briga com o grupo que tem se posicionado contra as decisões do magistrado no tribunal.

Como mostrou o Estadão, se entrasse no STF, Messias poderia ser uma espécie de “fiel da balança” nas votações, inclusive sobre o código de ética proposto pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Nesse caso, a tendência seria uma mudança na correlação de forças do Supremo.

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