Política

Posse de Bobadra gera discussão na Câmara Municipal de Porto Alegre

O suplente do PL retornou à casa legislativa nesta segunda-feira; regresso foi motivo de discussão no plenário

Primeiro suplente do PL, vereador substituirá Fernanda Barth na casa legislativa
Primeiro suplente do PL, vereador substituirá Fernanda Barth na casa legislativa Foto : Júlia Urias/CMPA/CP

Nesta segunda-feira, o vereador Alexandre Bobadra (PL) foi empossado na Câmara Municipal de Porto Alegre. O parlamentar retornou à Casa para substituir Fernanda Barth (PL), que assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos. Tendo sido cassado na legislatura passada, o seu regresso gerou discussão acalorada no plenário.

“Volto a ocupar a tribuna com mais maturidade e preparo”, disse Bobadra após jurar compromisso regimental. De acordo com o vereador, a cerimônia não trata apenas de uma posse, mas da “reafirmação de um compromisso”. O liberal integrará a Comissão de Defesa do Consumir, Direitos Humanos e Segurança Urbana (CEDECONDH) no lugar de sua antecessora.

Líder da oposição no Legislativo, Jonas Reis (PT) contesta a chegada do liberal. “É uma página triste para a história da nossa cidade. Ele não foi eleito e é indiciado/investigado em esquemas de corrupção”, afirmou, referindo-se à Operação Capa Dura.

A vereadora Grazi Oliveira (PSol) assume postura semelhante. “Ele tem um posicionamento que não compreende as necessidades do povo”, acusou. Para a socialista, o novo parlamentar defende apenas os interesses “de quem já tem muito, ou seja, da burguesia”.

Rafael Fleck (MDB), por sua vez, assumiu postura mais moderada em relação ao novo colega. “Enquanto o vereador não for condenado, acredito que devemos tratar ele com empatia”, afirmou. Já Idenir Cecchin (MDB), líder da base na Câmara, deu boas vindas ao novo integrante na tribuna.

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Bobadra teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) em agosto de 2023. O político foi condenado por “concentração inédita de recursos em sua própria campanha, inviabilizando a competitividade de seus correligionários”. Na época, ele era filiado ao PSL.

O parlamentar era presidente municipal da sigla e teria sido beneficiado com mais recursos do fundo eleitoral do que o proporcionalmente previsto. A Justiça entendeu que o candidato teve a sua campanha favorecida, mas não garantiu provas de práticas abusivas. Assim, o liberal, apesar de ter seu mandato cassado, manteve seus direitos políticos.

Segundo movimentação no processo, em dezembro de 2023, o Ministério Público Eleitoral manifestou pelo provimento do recurso especial do ex-vereador. Porém, o mesmo não avançou até a conclusão do possível mandato, sendo extinto.