Política

Tarcísio visita Bolsonaro em prisão domiciliar com tensão sobre candidatura

Encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Esta é a primeira visita de Tarcísio à casa de Bolsonaro após a condenação definitiva do ex-presidente
Esta é a primeira visita de Tarcísio à casa de Bolsonaro após a condenação definitiva do ex-presidente Foto : Pablo Jacob/Governo do Estado de SP/CP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visitou nesta segunda-feira (29) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília. O encontro, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Esta é a primeira visita de Tarcísio à casa de Bolsonaro após a condenação definitiva do ex-presidente. A presença na residência de seu padrinho político ocorre em um momento de intensa pressão de diversas frentes para que o governador se defina como candidato ao Palácio do Planalto em 2026.

Com a inelegibilidade de Bolsonaro confirmada por tentativa de golpe de Estado, Tarcísio de Freitas tem sido apontado e cobrado por agentes do Centrão, da direita tradicional e do mercado financeiro para se firmar como o principal candidato presidencial. O governador paulista, contudo, tem reiterado publicamente que não será candidato à Presidência e que seu foco é disputar a reeleição em São Paulo no próximo ano.

As pressões sobre Tarcísio se intensificam porque ele é visto como o nome melhor posicionado para confrontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, mesmo que as pesquisas atuais ainda apontem o petista como provável vencedor.

Protesto e dificuldade na pauta da anistia

Antes da chegada de Tarcísio à casa de Bolsonaro, por volta das 13h40, militantes das organizações de esquerda Movimenta DF e Coletivo Alvorada realizaram um protesto em frente ao condomínio do ex-presidente. Eles estenderam uma faixa com a pergunta: "E aí Tarcísio, já desistiu da Presidência?" O grupo também entoou gritos como: "Tarcísio, apoiador de bandido. Sem anistia para Bolsonaro e golpistas".

Outro tema que deve ter pautado a reunião é a dificuldade do campo bolsonarista em avançar com o projeto de lei de anistia aos condenados por envolvimento em atos golpistas. A proposta inicial da extrema-direita, que previa um "perdão amplo, geral e irrestrito", encontrou grande resistência. O texto mais recente em discussão prevê apenas a redução de penas, mas também enfrenta obstáculos, especialmente após as recentes manifestações de massa convocadas pela esquerda contra a anistia e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem.

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