O Governo do Estado assinou, nesta sexta-feira, a ordem de início das obras de recuperação do Complexo do Hospital Psiquiátrico São Pedro, no bairro Partenon, em Porto Alegre. O investimento anunciado é de R$ 5 milhões, que se somam aos R$ 2 milhões já repassados anteriormente. O prazo previsto para a execução da reforma é de dez meses.
O governador Eduardo Leite destacou o papel do Hospital São Pedro como referência na política de saúde mental do Rio Grande do Sul.
"Aqui a gente está falando não apenas de atendimento ambulatorial e de internações de casos agudos que exigem hospitalização na área de saúde mental, mas também da formação de profissionais. A política de saúde mental do Rio Grande do Sul tem íntima conexão com o trabalho desenvolvido pelo Hospital São Pedro", afirmou.
Além da recuperação do complexo, o governo informou que irá lançar uma licitação para a reforma do prédio histórico da instituição, com investimento de R$ 5 milhões. Somados aos recursos já destinados, os investimentos no hospital chegarão a R$ 12 milhões.
A secretária estadual da Saúde, Lisiane Wasem Fagundes, explicou que o novo modelo de gestão da assistência combinará servidores de carreira com profissionais contratados por empresas terceirizadas.
"Também teremos uma modelagem de contratação unificada para toda a estrutura assistencial, sempre observando os saberes que temos aqui no São Pedro. Esses saberes estão vinculados às equipes técnicas. Queremos compor os profissionais que já atuam na instituição, que são importantes e representam o coração do hospital e de seus três pilares — assistência, pesquisa e formação —, com a complementação das equipes necessárias para qualificar e ampliar a assistência", disse.
Sem moradores
Desde junho de 2025, o Hospital Psiquiátrico São Pedro não possui mais moradores. O local tem 142 anos de história e já abrigou até 5 mil pacientes internados simultaneamente, entre institucionalizados e temporários. Chamado no passado de “Hospício São Pedro”, o local foi caracterizado inicialmente para receber pessoas com comportamentos considerados “insanos”.
Sem moradores, atualmente a instituição continua a fazer parte da rede de atenção, atuando como serviço especializado para distúrbios relacionados a transtornos mentais, mas com internação hospitalar apenas para casos agudos, até 21 dias, podendo ultrapassar este prazo dependendo do caso. O espaço também conta com ambulatório para mais de dez subespecialidades, com cerca de 2 mil consultas mensais. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) busca manter o espaço como referência no cuidado com a saúde mental.