Profissionais da saúde que atuam na atenção básica se mobilizaram na tarde desta terça-feira para cobrar um posicionamento da Prefeitura de Porto Alegre, sobre a previsão de redução de salários da categoria. A Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) fechou o trecho da Rua General João Manoel, no Centro Histórico, entre as ruas Sete de Setembro e Siqueira Campos, quadra em que fica localizado o Centro Administrativo Municipal.
A manifestação foi convocada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e o Sindicato dos Profissionais em Enfermagem, Técnicos Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Rio Grande do Sul (Sindisaúde-RS), que contestam os critérios da licitação que elegeu a empresa administradora de postos de saúde.
Com palavras de ordem, os manifestantes pedem a revisão da decisão de terceirizar a administração das unidades básicas de saúde da Capital, o que, na visão dos participantes do protesto, desvaloriza as categorias profissionais da saúde e, por consequência, o serviço prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Porto Alegre.
A empresa vencedora da licitação, o Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG), do Paraná, anunciou cortes de 30% a 60% nos salários de profissionais da saúde atuantes na atenção primária. Presente na manifestação, o presidente do Simers, Marcelo Matias, argumenta que, além da empresa ter recorrentes atrasos na apresentação de documentos, o edital não exigia que a administradora tivesse o Certificado de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas), como já tinha sido exigido, pela Prefeitura da Capital em oportunidades anteriores.
Para a entidade, as exigências dos profissionais de saúde devem ser atendidas com medidas de longo prazo, seja com a criação de um novo processo licitatório ou pela criação de uma fundação ou empresa públicas para gerenciar e garantir a continuidade dos atendimentos, com a manutenção dos salários de profissionais das 67 unidades de saúde que serão administradas pelo IGA.
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