Saúde

Profissionais de saúde protestam contra previsão de cortes em salários

Manifestação pede anulação de licitação que definiu administradora de postos de saúde

Manifestantes pedem anulação do processo licitatório para administração de 67 unidades de saúde
Manifestantes pedem anulação do processo licitatório para administração de 67 unidades de saúde Foto : Fabiano do Amaral

Profissionais da saúde que atuam na atenção básica se mobilizaram na tarde desta terça-feira para cobrar um posicionamento da Prefeitura de Porto Alegre, sobre a previsão de redução de salários da categoria. A Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) fechou o trecho da Rua General João Manoel, no Centro Histórico, entre as ruas Sete de Setembro e Siqueira Campos, quadra em que fica localizado o Centro Administrativo Municipal.

A manifestação foi convocada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e o Sindicato dos Profissionais em Enfermagem, Técnicos Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Rio Grande do Sul (Sindisaúde-RS), que contestam os critérios da licitação que elegeu a empresa administradora de postos de saúde.

Com palavras de ordem, os manifestantes pedem a revisão da decisão de terceirizar a administração das unidades básicas de saúde da Capital, o que, na visão dos participantes do protesto, desvaloriza as categorias profissionais da saúde e, por consequência, o serviço prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Porto Alegre.

A empresa vencedora da licitação, o Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG), do Paraná, anunciou cortes de 30% a 60% nos salários de profissionais da saúde atuantes na atenção primária. Presente na manifestação, o presidente do Simers, Marcelo Matias, argumenta que, além da empresa ter recorrentes atrasos na apresentação de documentos, o edital não exigia que a administradora tivesse o Certificado de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas), como já tinha sido exigido, pela Prefeitura da Capital em oportunidades anteriores.

Para a entidade, as exigências dos profissionais de saúde devem ser atendidas com medidas de longo prazo, seja com a criação de um novo processo licitatório ou pela criação de uma fundação ou empresa públicas para gerenciar e garantir a continuidade dos atendimentos, com a manutenção dos salários de profissionais das 67 unidades de saúde que serão administradas pelo IGA.

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