Direto ao Ponto

Testemunhas de acusação são ouvidas em audiência que apura feminicídio e homicídios na região das Ilhas

Crime ocorreu no dia 10 de agosto, Dia dos Pais, na Ilha Grande dos Marinheiros

A primeira audiência do processo que apura um feminicídio e dois homicídios ocorridos em agosto do ano passado na Região das Ilhas, em Porto Alegre, ouviu quinze testemunhas de acusação na tarde desta segunda-feira.

Entre os depoentes, estavam o filho do casal e a mãe da vítima. A audiência ocorreu no Fórum Central da Capital e contou com a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), representado pela promotora de Justiça Luciana Casarotto.

O crime ocorreu no dia 10 de agosto, Dia dos Pais, na Ilha Grande dos Marinheiros, no bairro Arquipélago. Na ocasião, uma mulher foi morta a tiros pelo ex-companheiro, configurando feminicídio. O pai da vítima, que tentou impedir o ataque, também foi assassinado. Um terceiro homem, que passava pelo local e tentou intervir, foi atingido e morreu posteriormente em decorrência dos ferimentos. O caso teve ampla repercussão em razão da brutalidade e do contexto familiar em que os crimes ocorreram.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPRS, os crimes ocorreram quando a vítima visitava o pai para comemorar a data. O agressor, inconformado com o término do relacionamento, abordou a mulher e efetuou os disparos. O pai dela tentou defendê-la e acabou morto no local. Um jovem que presenciou a cena também foi baleado ao tentar conter o ataque. As vítimas são Sheila Lopes da Silva, 41 anos; pai da vítima de feminicídio; Rogério Santos da Silva, 61 anos, morto ao tentar intervir; e Djonatan Patrick da Silva Oliveira, 20 anos, que tentou conter a ação criminosa e morreu dois dias depois no hospital.

Após a oitiva das testemunhas de acusação, o processo terá continuidade em outra data, com novos depoimentos. Para a promotora de Justiça Luciana Casarotto, a audiência desta segunda-feira representa um momento fundamental para a responsabilização penal. “Nesta segunda-feira, as pessoas relacionadas na denúncia tiveram a oportunidade de falar sobre os brutais crimes ocorridos em pleno Dia dos Pais de 2025, quando três pessoas foram covardemente mortas. É um passo necessário, com a reabertura de feridas que jamais fecharão, para que tenhamos uma condenação exemplar, ao final, pelo soberano Tribunal do Júri”, afirmou.

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