Plantas no inverno: guia de cuidados nos dias frios

Menos rega, mais atenção à luz natural e ao ar seco são essenciais para evitar danos e manter a saúde das espécies durante os meses frios

No inverno, plantas precisam de menos rega, mais luz natural e atenção ao ar seco para se manterem saudáveis dentro de casa
No inverno, plantas precisam de menos rega, mais luz natural e atenção ao ar seco para se manterem saudáveis dentro de casa Foto : Magnific / Divulgação / CP

Com a chegada do inverno, as plantas também sentem os efeitos da queda de temperatura. Mesmo dentro de casa, fatores como ar seco, menor incidência de luz natural e solo mais úmido por mais tempo podem interferir no desenvolvimento das espécies e exigir mudanças na rotina de cuidados.

Segundo Maria Cecilia Miotto, coordenadora do curso de Ciências Biológicas da Uniasselvi, um dos erros mais comuns nesta época do ano é manter os mesmos hábitos do verão, especialmente em relação à rega. No frio, o metabolismo das plantas desacelera e a absorção de água diminui.

“Regar como se fosse verão pode saturar o solo, impedir a oxigenação das raízes e favorecer o apodrecimento causado por fungos”, explica a bióloga. A orientação é verificar a umidade da terra antes de colocar mais água. Uma dica simples é inserir o dedo no substrato: se ele ainda estiver úmido a mais de dois centímetros de profundidade, é melhor esperar.

Ar seco e pouca luz exigem atenção

Outro ponto importante é a umidade do ar. O tempo mais seco, somado ao uso de aquecedores, pode prejudicar principalmente plantas tropicais, como samambaias, marantas e antúrios. Nessas condições, é comum que as folhas fiquem ressecadas e que a planta apresente dificuldade nas trocas gasosas.

Para amenizar o problema, a especialista recomenda o uso de umidificadores ou recipientes com água próximos aos vasos, ajudando a manter o ambiente menos seco ao redor das plantas.

A luz natural também costuma diminuir no inverno, já que os dias são mais curtos e a incidência solar pode ser menor. Isso afeta diretamente a fotossíntese. Espécies como a jiboia, por exemplo, podem apresentar folhas amareladas e queda mais intensa quando ficam em locais pouco iluminados.

A recomendação é aproximar os vasos das janelas mais claras e girá-los semanalmente, para que todos os lados recebam luminosidade de forma mais equilibrada.

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Adubo deve ser usado com moderação

Durante os meses frios, muitas plantas entram em dormência parcial, uma fase de crescimento mais lento. Por isso, o excesso de adubo pode sobrecarregar o solo e não trazer benefício real para a planta.

A orientação é adubar apenas espécies que estejam em crescimento visível, como algumas ervas aromáticas, e sempre em doses menores. Nos demais casos, o ideal é aguardar a chegada de temperaturas mais amenas para reforçar a nutrição do solo.

Sinais de alerta nas plantas

As plantas costumam dar sinais quando algo não vai bem. Folhas amareladas podem indicar excesso de água ou falta de luz. Bordas ressecadas geralmente estão associadas ao ar seco. Já folhas murchas, mesmo após a rega, podem ser sinal de solo encharcado ou raízes comprometidas.

Manchas pretas podem indicar danos causados pelo frio, enquanto a queda acentuada de folhas pode estar relacionada ao estresse ambiental ou ao início de um período de dormência.

Espécies mais resistentes ao frio

Para quem quer começar a cultivar plantas no inverno, a escolha da espécie também faz diferença. Algumas opções se adaptam melhor a ambientes internos e exigem menos manutenção, como zamioculca, espada-de-são-jorge, planta-jade, babosa e kalanchoe.

Em varandas e áreas externas, espécies como amor-perfeito, lavanda e camélia podem ser boas alternativas para a estação.

“As plantas, como qualquer ser vivo, seguem um ritmo natural ligado às estações do ano. No inverno, esse ritmo desacelera. Por isso, o segredo para mantê-las saudáveis é respeitar esse tempo de pausa. Com atenção e alguns ajustes simples, suas plantas vão passar bem pelo inverno e ficarem prontas para florescer na primavera”, afirma Maria Cecilia.