Nas últimas semanas, viralizou em Porto Alegre o caso de uma mulher que realizou um procedimento estético na região dos glúteos e acabou enfrentando uma grave complicação, precisando de internação. É uma história que chama a atenção e, principalmente, gera uma reflexão importante.
Eu não estou aqui para julgar a profissional envolvida e muito menos a paciente. Estou aqui, como biomédica esteta, para falar com você que está do outro lado: a paciente. Porque, muitas vezes, quando escolhemos um procedimento estético, pensamos primeiro no resultado.
Queremos saber quanto custa, quanto tempo dura, quando vamos ver o resultado e quem fez aquele antes e depois bonito que apareceu nas redes sociais. Mas existe uma pergunta que deveria vir antes de todas essas:
“Quem vai realizar esse procedimento em mim?” Antes de escolher um profissional, pesquise. Veja a formação, o registro profissional e, principalmente, se ele possui habilitação para realizar aquele procedimento dentro das atribuições da sua profissão.
Outra coisa que você precisa saber: o que está sendo colocado no seu corpo? Você pode e deve perguntar qual produto será utilizado. Peça para conhecer o produto e, quando aplicável, confira informações como nome, fabricante, lote e validade. Essas informações são importantes para a identificação e a rastreabilidade do produto utilizado.
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No meu consultório, por exemplo, faço questão de entregar essas informações às minhas pacientes junto com a documentação do procedimento. E não tenha vergonha de perguntar. Perguntar não é desconfiar. É se cuidar.
Também observe os materiais utilizados. Agulhas, seringas e outros dispositivos destinados a uso único devem ser descartados após a utilização, conforme as regras sanitárias aplicáveis. A Anvisa, por exemplo, classifica agulhas hipodérmicas como dispositivos estéreis de uso único.
Veja o que está sendo utilizado. Pergunte. Observe. E existe uma parte que muitas vezes é esquecida: o pós-procedimento.
O procedimento não termina quando você sai da clínica. Quando existe uma perfuração ou outra alteração da barreira da pele, é necessário seguir rigorosamente as orientações de cuidado passadas pela profissional.
Enquanto a região estiver em processo de cicatrização, evite manipular o local desnecessariamente. E, principalmente, não tenha vergonha de voltar ao profissional se estiver com alguma dúvida ou preocupação.
Como profissional, eu acredito que informação também faz parte da segurança. Porque, no final, o resultado bonito importa, mas a segurança precisa vir antes dele. Estética é saúde. Todo cuidado é pouco.
Eduarda Machado é biomédica e pós-graduada em Estética Avançada. Com diversos cursos na área e experiência em atendimentos em harmonização facial e corporal, compartilha tendências e dicas de autocuidado, estética, saúde e bem-estar.
