Conheça três tipos de adoçantes naturais e seus benefícios para a saúde

Substâncias naturais têm sabor semelhante ao açúcar, mas não causam efeitos nocivos ao sistema digestivo

Adoçantes oferecem versatilidade para utilização em uma ampla gama de receitas
Adoçantes oferecem versatilidade para utilização em uma ampla gama de receitas Foto : Freepik

Os adoçantes são importantes aliados de uma dieta equilibrada, pois proporcionam benefícios significativos ao substituírem o açúcar. Eles ajudam a reduzir a ingestão de calorias, fundamental para quem deseja perder peso ou controlar a diabetes, pois não elevam os níveis de açúcar no sangue, sendo especialmente benéficos para pessoas com diabetes tipo 2.

Além disso, não provocam cáries, já que não são fermentados pelas bactérias da boca. Esses produtos também têm sabor e dulçor cada vez mais palatáveis para quem está acostumado com o açúcar.

Os adoçantes oferecem versatilidade para utilização em uma ampla gama de receitas, desde o cafezinho até sobremesas e drinks. A vantagem é que não comprometem o sabor ou a textura dos pratos, permitindo que as pessoas desfrutem sem exceder suas metas calóricas ou de açúcar.

As substâncias utilizadas nesses produtos passaram por extensas pesquisas científicas, com vários estudos respaldando sua segurança e eficácia dentro dos limites recomendados. Conheça três tipos de adoçantes naturais:

Eritritol

Com praticamente nenhuma caloria, ausência de efeitos colaterais e índice glicêmico igual a zero, o eritritol tem ganhado destaque no mercado de adoçantes naturais. A substância, cristalina branca, é comercializada na forma de pó, líquido e granular, e é uma ótima opção para a produção de bolos e tortas, além de outras receitas.

Sua principal vantagem é o sabor doce, sem residual amargo, com dulçor de 60 a 70% em comparação ao açúcar – assim, apenas 4 gotas são suficientes para substituir uma colher de açúcar. A sua estrutura não permite a quebra de moléculas - o que beneficia o sistema digestivo, já que a substância não é absorvida pelo organismo.

Apesar de estar presente naturalmente em alguns alimentos, como melão, pera e uva, e em produtos fermentados, como vinho e molho de soja, pode ser extraído do milho não transgênico em dois processos diferentes: biotecnologia, que compreende a etapa da hidrólise enzimática do amido de milho, de onde se extrai a glicose. Em seguida, a glicose é fermentada, filtrada, purificada e, finalmente, cristalizada. Outra forma de produção utiliza processos químicos.

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Stévia

De origem natural, a Stévia também está conquistando o mercado. A substância vem da planta Stevia Rebaudiana, nativa do Brasil e do Paraguai, e seu poder de adoçante é 300 vezes maior que o açúcar. Possui zero calorias e ingestão diária aceitável (IDA) de 4 mg/kg p. c. (miligramas por quilo de peso corpóreo). Possui um gosto residual um pouco amargo, mas é uma das opções de adoçante para diabéticos que pode ir ao fogo, pois evidencia o sabor dos alimentos.

Xilitol

Presente em algumas frutas e vegetais, o Xilitol é conhecido como "açúcar de bétula". Tem forma de cristais solúveis em água e doçura muito próxima ao açúcar. É usado especialmente em alimentos como gomas de mascar, compotas e geleias, mas pode afastar alguns paladares pois seu dulçor vem acompanhado de um sabor mais mentolado.

À medida que mais pessoas buscam maneiras de melhorar sua saúde e bem-estar, os adoçantes surgem como uma opção valiosa e acessível. Ao fazer escolhas conscientes em relação à alimentação, o consumidor pode estabelecer hábitos sustentáveis que o ajudem a alcançar seus objetivos de saúde e bem-estar a longo prazo.