Pele desenvolvida em laboratório reproduz efeitos da menopausa

Modelo bioimpresso desenvolvido pela Avon no Brasil simula alterações hormonais da pele e amplia pesquisas sobre o climatério

Modelo bioimpresso em 3D simula alterações hormonais da menopausa e amplia o campo de pesquisa sobre a pele feminina em laboratório
Modelo bioimpresso em 3D simula alterações hormonais da menopausa e amplia o campo de pesquisa sobre a pele feminina em laboratório Foto : Marketing Avon / Divulgação / CP

A ciência da beleza começa a voltar o olhar, com mais precisão, para uma fase que durante muito tempo ficou à margem das pesquisas. Um modelo de pele bioimpressa em 3D, desenvolvido em laboratório no Brasil, agora consegue reproduzir efeitos da menopausa como perda de colágeno, redução da densidade cutânea e ressecamento intenso.

A inovação foi apresentada pela Avon Renew e amplia as possibilidades de estudo sobre as transformações hormonais que atravessam a pele feminina ao longo do climatério. Em ambiente controlado, a tecnologia permite observar com mais profundidade como a queda de estrogênio e progesterona impacta a estrutura cutânea, abrindo caminho para pesquisas mais direcionadas e produtos formulados com maior precisão.

Desenvolvido no Centro de Inovação da Avon no Brasil, o modelo avança sobre uma base tecnológica já adotada pela Natura, grupo controlador da marca na América Latina e pioneiro na região no uso da bioimpressão 3D de pele em testes de eficácia. A novidade leva essa frente de pesquisa para um território ainda pouco explorado pela indústria da beleza: as transformações da pele durante a menopausa.

Desenvolvido no Centro de Inovação da Avon no Brasil, o modelo avança sobre uma base tecnológica já adotada pela Natura, grupo controlador da marca na América Latina e pioneiro na região no uso da bioimpressão 3D de pele em testes de eficácia. A novidade leva essa frente de pesquisa para um território ainda pouco explorado pela indústria da beleza: as transformações da pele durante a menopausa.

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Segundo a gerente de pesquisa em pele da Avon, Luciana Vasquez, um dos diferenciais está no uso de células de mulheres brasileiras, o que aumenta a representatividade dos testes para a realidade local. Para reproduzir as condições da menopausa, a pele bioimpressa foi submetida a um ambiente hormonal controlado, com redução dos níveis de estrogênio e progesterona.

O avanço também dialoga com um movimento mais amplo de investigação sobre o climatério no País. Natura e Avon mantêm uma parceria com a Science Valley para um estudo com 1,5 mil mulheres em todas as capitais brasileiras, com foco em fatores genéticos, sociais e regionais que influenciam essa fase da vida.

Mais do que um passo tecnológico, a novidade sinaliza uma mudança de abordagem. A menopausa deixa de ser lida apenas como questão estética e passa a ser tratada como uma etapa complexa da experiência feminina, que envolve corpo, saúde, bem-estar e conhecimento. Nesse contexto, a pele criada em laboratório surge como ferramenta para aproximar ciência, cuidado e escuta de uma realidade que ainda pede mais pesquisa.