Teste do Bella: protetor com cor da Natura vale a pena?

Três jornalistas do Correio do Povo testaram o Natura Chronos Derma Multiprotetor Clareador com Cor e avaliaram cobertura, textura, acabamento e adaptação à pele

Teste avaliou textura, cobertura, acabamento, tonalidade e sensação na pele
Teste avaliou textura, cobertura, acabamento, tonalidade e sensação na pele Foto : Magnific / Divulgação / CP

Protetor solar com cor pode substituir a base no dia a dia? E como ele se comporta em diferentes tipos e tons de pele? Para descobrir, o Bella Mais colocou à prova o Natura Chronos Derma Multiprotetor Clareador com Cor FPS 70.

A gerente de Jornalismo Mauren Xavier, a repórter de Redes Sociais Eliza Gomes e a redatora do site do Correio do Povo Giovanna Xavier usaram o produto e avaliaram aspectos como textura, cobertura, acabamento, tonalidade e sensação na pele. O resultado mostrou vários pontos de concordância, especialmente em relação à cobertura, mas também revelou diferenças importantes de acordo com o tipo de pele.

Cobertura surpreende e sensação é de pele hidratada

Para a gerente de Jornalismo Mauren Xavier, que testou a Cor 1, um dos principais destaques foi a cobertura. “Com uma textura agradável e uma cobertura excepcional, o protetor solar facial acaba atuando como uma base e também como hidratante”, avalia.

Segundo Mauren, com duas aplicações, uma pela manhã e outra à tarde, o produto manteve bem a cobertura ao longo do dia. O acabamento, no entanto, não fica completamente seco. “O toque não é totalmente seco após a aplicação, mas deixa a sensação de pele hidratada.”

Um ponto negativo observado durante o teste foi a quantidade necessária para conseguir espalhar o produto por todo o rosto. Na avaliação dela, isso pode reduzir o rendimento da embalagem no uso diário. Ainda assim, Mauren considera que o custo-benefício está dentro da faixa de preço de um bom protetor solar. “Compraria novamente? Sim. Nota? 8,5 de 10.”

Cobertura, hidratação e uma inesperada memória afetiva

Eliza Gomes começou o teste com uma novidade: nunca havia usado protetor solar com cor. E justamente a tonalidade foi uma das primeiras surpresas positivas. “Foi muito bacana perceber que a tonalidade ficou certinha com o meu tom de pele, algo que, para mim, é bastante difícil de encontrar”, conta.

Segundo a jornalista, encontrar uma base na tonalidade exata costuma ser um desafio e, muitas vezes, ela precisa misturar dois tons. Outro aspecto chamou a atenção de uma maneira menos óbvia: o aroma. “O cheiro me remeteu imediatamente a uma lembrança da infância, quando eu corria entre as dunas da praia de Quintão, onde minha dinda morava.”

Na avaliação de Eliza, o produto também teve bom desempenho em textura e cobertura, conseguindo disfarçar manchas da pele e deixando uma sensação que ela associa à hidratação. O principal porém apareceu em relação à oleosidade. Como tem pele oleosa, especialmente no verão, Eliza acredita que o acabamento talvez não seja o mais indicado para seu perfil de pele. Mesmo com essa ressalva, a avaliação geral foi positiva. Para ela, o produto conseguiu reunir proteção, cobertura e conforto durante o uso.

Boa cobertura, mas acabamento transferível incomodou

Giovanna Xavier disse que tem certa resistência aos protetores solares com cor. O motivo é a dificuldade de encontrar tonalidades que funcionem bem em peles com subtom oliva. Apesar disso, a aplicação do Chronos Derma agradou. “A espalhabilidade é boa e a cobertura é bem interessante, quase como uma base. Ele conseguiu dar uma boa escondida nas minhas marquinhas de espinha, o que faz ele ganhar pontos comigo.”

O acabamento, porém, foi o principal ponto negativo da experiência. Na avaliação da jornalista, a quantidade de produto necessária para obter uma proteção adequada fez com que ele não aderisse tão bem à pele. “Não achei que secou rápido. Ficou uma camada grossa e supertransferível.”

Para Giovanna, selar o produto com outro cosmético poderia melhorar esse comportamento, mas acrescentaria uma etapa à rotina e acabaria se afastando da praticidade esperada de um produto que reúne proteção solar e cobertura. Ela também observou que a fragrância é perceptível durante o uso. Em relação à proposta clareadora, Giovanna afirma que, durante o período em que realizou o teste, que foi de 15 dias, não percebeu mudanças visíveis nas marcas da pele.

Veja Também

Afinal, o que chamou mais atenção no teste?

Entre as três experiências, a cobertura foi o ponto de maior consenso. As jornalistas consideraram que o produto se aproxima do resultado de uma base e consegue uniformizar a pele e suavizar a aparência de manchas e marcas.

Textura e acabamento foram mais pessoais. Enquanto a sensação hidratante agradou Mauren e Eliza, a menor aderência e a transferência incomodaram Giovanna. A oleosidade também apareceu como um aspecto a considerar, especialmente para quem tem pele oleosa.

O teste reforça uma velha máxima da nécessaire: um mesmo produto pode funcionar de maneiras bastante diferentes dependendo do tipo de pele, do acabamento desejado e até da rotina de quem usa.