Base e pó fazem parte da maquiagem de muitas mulheres, mas nem sempre entram na rotina do mesmo jeito. Há quem use todos os dias, quem aplique só em eventos, quem prefira espelhar com os dedos, quem use esponjinha, quem não abra mão do pó depois do protetor solar e quem busque apenas ganhar alguns minutos antes de sair de casa.
Para entender como esses produtos se comportam no uso cotidiano, um grupo de 10 mulheres – composto por profissionais da redação e mães convidadas - testou a base líquida Cover Fix e o pó compacto ultrafino, ambos integrantes da linha de maquiagem de pele 100% vegana e livre de parabenos da Dailus.
Ao longo de cerca de 15 dias, cada participante utilizou o produto no tom mais próximo à sua pele. A proposta não foi fazer um ranking, nem avaliar a escolha da cor por cada uma. O foco esteve na experiência real de uso: aplicação, cobertura, acabamento, conforto, duração, transferência e o desempenho do pó.
Participaram do teste do Bella Mais Carolina Santos, Carolina Souza, Veridiana Dalla Vecchia, Larissa Har, Alina Oliveira, Eliza Gomes, Alessandra Duarte e Letícia Pasuch. Também entraram na experiência Elisângela Gomes Farias, mãe de Eliza, e Patricia Beatriz, mãe de Alessandra.
Aplicação entrou como primeiro filtro
A aplicação foi um dos pontos mais observados. Carolina Santos, repórter do Arte & Agenda, relatou que uma pequena quantidade de base foi suficiente para uma camada no rosto. Ela testou o produto aplicando com os dedos e com esponjinha, e avaliou que o item de aplicação facilitou o processo. Conforme Carolina, a base funcionou também para quem não tem domínio de técnicas de maquiagem, como ela.
Já Carolina Souza, repórter da equipe web, também aplicou a base com esponjinha. Segundo a profissional, o produto espalhou sem dificuldade, com textura que permitiu usar pouca quantidade. Mesmo com uma camada fina, a cobertura atendeu à proposta do uso diário.
Alina Oliveira, repórter fotográfica, fez a aplicação com os dedos. Na rotina dela, esse foi um ponto a favor, porque o processo se aproximou do uso de um creme facial. Ela relatou que a base se distribuiu de forma uniforme e não deixou sensação de máscara.
Letícia Pasuch, repórter de Cidades, testou a base líquida Cover Fix, da Dailus, com esponja e com os dedos. Nos dois casos, observou que o produto espalhou bem e cobriu manchas do rosto. A embalagem em bisnaga também foi citada por ela como prática para levar na bolsa.
Acabamento matte apareceu em vários relatos
O acabamento matte foi citado por diferentes participantes. Carolina Souza descreveu o resultado como matte, mas sem aparência pesada. Ela observou, porém, que peles secas podem exigir mais hidratação antes da aplicação.
Carolina Santos também percebeu um acabamento sem peso na pele. Entre os pontos que chamou atenção, relatou que a base não realçou linhas de expressão. Em algumas áreas mais secas, no entanto, o produto abriu um pouco, o que fez com que ela reforçasse a hidratação antes de aplicar.
Alessandra Duarte, estagiária das Redes Sociais, fez dois testes. No primeiro, usou base e pó em um evento que começou pela manhã e terminou no fim da tarde. O resultado teve cobertura de média a alta e acabamento matte. A transferência apareceu apenas no fim do evento, mas ela percebeu marcação em linhas e poros.
No segundo teste, Alessandra usou apenas a base em um dia seco. O acabamento ficou com menos peso, a oleosidade permaneceu sob controle e a maquiagem não abriu ao longo do dia. A duração, no entanto, foi menor sem o pó para selar.
Pó foi usado também sem base
O pó apareceu em diferentes formas de uso. Veridiana Dalla Vecchia, editora do caderno Mais Domingo, não costuma usar base e aplicou o pó depois do protetor solar. Ela disse que o produto ajudou a reduzir o brilho e manteve uma cobertura suave.
Larissa Har, estagiária do Arte & Agenda, também usou o pó compacto ultrafino ao longo de duas semanas, sem base, sobre hidratante e protetor solar. Na rotina dela, o produto ajudou a ganhar tempo e deixou uma finalização sem marcas fortes na pele. Como tem pele mista, não percebeu ressecamento, mas observou que o resultado pode variar em peles secas.
Carolina Souza avaliou que o pó selou a maquiagem sem pesar. Segundo ela, a textura se integrou ao acabamento e ajudou no controle do brilho. Letícia Pasuch também testou o pó compacto ultrafino. Para ela, o produto teve aplicação macia, efeito matte e ajudou na finalização da base. No uso dela, o pó funcionaria melhor em uma maquiagem mais elaborada.
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Peles negras: cobertura, oleosidade e duração
Cinco participantes negras fizeram parte do teste do Bella Mais. Letícia relatou que a base teve cobertura alta, espalhou com facilidade e cobriu manchas do rosto. No tom escolhido por ela, o acabamento ficou quase imperceptível. Ao longo do dia, o produto não craquelou, mas desapareceu em alguns pontos. O pó, segundo ela, auxiliou na finalização e manteve o efeito matte.
Eliza Gomes, assistente de mídias sociais, contou que sempre teve dificuldade para encontrar bases que se adaptassem à pele dela. Segundo ela, testa, bochechas e queixo concentram mais oleosidade, enquanto o nariz costuma descascar, inclusive no inverno. No teste, ela relatou que a base teve cobertura matte e duração prolongada.
Em uma das experiências, Eliza aplicou a base às 8h antes de ir a um show de 12 horas. Ao chegar em casa, observou que a maquiagem estava no lugar, sem craquelar, escorrer ou deixar o rosto muito oleoso. O pó também foi citado por ela como um produto de cobertura suave, mesmo com proposta matte.
Alessandra, que também tem pele com tendência à oleosidade, observou controle do brilho, pouca transferência e duração de 12 horas no teste com base e pó. O ponto de atenção foi a marcação de linhas e poros com o uso do pó.
Patricia contou que a maquiagem não faz parte da rotina diária, mas é usada em ocasiões especiais. Em uma festa realizada no fim da manhã, testou base e pó. Como tem pele oleosa, observou que a combinação ajudou a controlar o brilho, manteve duração prolongada e apresentou pouca transferência.
Em outro teste, Patricia usou apenas o pó pela praticidade. A aplicação foi feita com pincel. Ela relatou acabamento matte, controle da oleosidade e manutenção do resultado durante um dia de rotina cheia.
Pele madura entrou no teste
Elisângela, 50 anos, trouxe o relato de pele negra madura. Ela contou que tem oleosidade na testa e pele normal no restante do rosto, e que costuma ter dificuldade com maquiagens que craquelam. No teste, relatou cobertura, absorção rápida e acabamento natural.
A primeira experiência de Elisangela foi em um baile de Centro de Tradição Gaúcha. Segundo ela, a maquiagem durou a noite toda, mesmo dançando no tablado. Também usou o produto durante o dia e observou que a base ficou fixa, sem manchar ou escorrer. “Me senti linda”, resumiu.
Duração apareceu em eventos e na rotina
A duração foi citada em diferentes situações. Alina contou que a base permaneceu no rosto ao longo do dia e não transferiu para a gola da camisa nem para a manta usada no pescoço. Carolina Souza observou que a cobertura e o acabamento se mantiveram durante o dia. Para ela, a secagem rápida ajudou na aplicação e reduziu a transferência.
Os relatos indicam que os produtos funcionaram melhor para quem busca aplicação rápida, acabamento matte ou natural, controle de brilho e duração por algumas horas. A base foi usada por participantes com hábitos distintos, desde quem aplica com esponjinha até quem prefere usar os dedos.
O pó apareceu como aliado no uso sobre protetor solar, na finalização da base e no controle da oleosidade. Os pontos de atenção ficaram concentrados em áreas secas, linhas finas e poros, principalmente quando o acabamento matte ficou mais evidente.
Observação: Os produtos foram recebidos pela redação para teste. As avaliações foram feitas a partir da experiência de uso das participantes, de forma independente e sem análise comparativa do tom escolhido por cada uma.
