Por João Felipe Rosales (PUCRS)*
A Feira do Livro de Porto Alegre, que em 2025 realiza sua 71ª edição, já se tornou uma tradição no calendário de eventos da capital gaúcha. Durante duas semanas de novembro, o público de todas as idades é convidado a se aprofundar no mundo literário.
Mas uma peça-chave da feira está na presença das escolas e engana-se quem pensa que somente instituições de Porto Alegre participam. Ao longo dos dias, centenas de turmas da Educação Infantil e dos ensinos Fundamental e Médio se deslocam do Interior para Porto Alegre para apreciarem a feira.
Um destes exemplos é a Escola Estadual Indígena Tekoa Porã, oriunda do município de Barra do Ribeiro, na localidade de Douradilho, que prestigiou o evento pela primeira vez. Segundo as professoras Lizandra Rodrigues, Jane Brzoswkowski e Karine Poharski Desziuta, a Feira do Livro representa para os alunos uma troca de conhecimento, experiências literárias, urbanas e culturais. A participação era um grande objetivo da escola que também planeja conhecer outros lugares.
As docentes mencionam também que a presença da escola indígena nestes espaços reforça a representatividade dos povos originários, fazendo com que seja um ambiente ainda mais diversificado e abrangente. A escola Tekoa Porã também teve trabalhos feitos em sala de aula em um dos estandes da feira, projeto celebrado com muita alegria pelos alunos.
Segundo as representantes da Secretaria Estadual de Educação na Feira do Livro, Julia Peres e Karina Santos, a comunidade escolar não é somente público, mas protagonista do evento. Isso porque boa parte da programação é voltada para apreciação dos alunos, havendo a possibilidade de troca com os autores, explorar seus talentos, conhecer novas oportunidades, imergindo não só nos livros, mas no teatro e na música também.
Assim, a Feira do Livro de Porto Alegre reafirma seu papel como um espaço de formação cidadã, onde o conhecimento ultrapassa as páginas dos livros e se transforma em experiência viva. Ao acolher escolas de diferentes origens e contextos, o evento não apenas promove a leitura, mas estimula a convivência, o respeito à diversidade e o despertar cultural de uma nova geração de leitores.
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*Supervisão Luciamem Winck e Mauren Xavier
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