Após uma trégua de cerca de duas semanas, em que o sol predominou no território gaúcho, agentes públicos e a população do Rio Grande do Sul serão testados nos próximos dias. Alertas da Defesa Civil e de institutos como a MetSul Meteorologia indicam, já há alguns dias, para altos volumes de chuva, que podem chegar a 250 mm em alguns locais, e ventos em Porto Alegre e diversas regiões do Estado. Por ora são esperados alagamentos, não enchentes. De qualquer forma, o novo episódio ocorre em meio à tentativa de limpeza, de retorno das pessoas às suas casas, nos casos das que têm para onde voltar, e de reconstrução em infraestruturas básicas.
A frequência dos eventos climáticos não tem auxiliado a reação e são um desafio a mais no delicado cenário, marcado por crises econômica e humanitária sem precedentes. Após as enchentes históricas do início de maio, outra precipitação, no dia 23, representou revés e trouxe o caos especialmente para a Capital, mas também para cidades vizinhas e do interior. E agora, mais uma teste.
Espera-se não apenas uma capacidade de reação, mas especialmente de prevenção dos danos em meio as claras as fragilidades e limitações na atuação do poder público para fazer frente a eventos climáticos que, definitivamente, não são mais casos isolados e vieram para ficar. Com mais intensidade e maior frequência.
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Junho mais quente em 108 anos
Segundo Marcelo Schneider, do (Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), este mês de junho é mais quente da série histórica, em 108 anos. A informação foi dada em entrevista ao Conexão Guaíba, nesta sexta-feira, quando foram registrados 32,4 graus na estação do Jardim Botânico, em Porto Alegre.
