Mauren Xavier / Interina
Não é apenas a disputa pelo Palácio Piratini ou Presidência da República que já está em ritmo intenso. A eleição para a presidência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul também teve o seu calendário antecipado. O pleito efetivamente ocorrerá em dezembro.
Em anos anteriores, a movimentação dos pretendentes tinha início dois ou três meses antes do pleito propriamente dito. Dessa vez, a campanha já está ocorrendo e a disputa encontra-se com um desenho claro.
São duas chapas: a liderada pelo desembargador Antonio Vinicius Amaro da Silveira, que representa a situação, e a do desembargador Eduardo Uhlein, pela oposição. Temas polêmicos não faltam para quem vencer, como mostra a entrevista realizada pelo repórter Diego Nuñez com os dois candidatos.
Trago aqui um trecho específico. Ao serem questionados sobre a avaliação deles diante dos ataques ao Judiciário, mas principalmente o Supremo Tribunal Federal, de fazer uso político de suas atribuições. Ambos saíram em defesa da Suprema Corte, como era esperado, mas também trouxeram pontos de análise e de reflexão.
“Quando há provocação, não há intromissão. Ele (STF) age no limite da sua competência”, respondeu Silveira. “Tempos de intensa polarização. O STF busca cumprir a sua função extremamente difícil que a Constituição outorgou”, destacou Uhlein.
Utilizo dessa contribuição dos dois candidatos para ponderar que quando um poder não exerce a sua atividade, como prevista na Constituição, a responsabilidade recai sobre outras frentes.
Em tempo: em uma semana o Congresso Nacional e Assembleias retornam do recesso. E assuntos não faltam ao Legislativo.
