Taline Oppitz

Pressão pela anistia e novas ameaças dos EUA levam Brasília à ebulição

Secretário dos EUA promete “medidas adicionais” em relação ao Brasil; anistia deve pautar a discussão nos próximos dias

Estados Unidos promete represália à condenação de Bolsonaro
Estados Unidos promete represália à condenação de Bolsonaro Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / CP

Os próximos dias serão de ebulição em Brasília considerando os movimentos em curso visando a tentativa de emplacar a anistia e novas ameaças americanas. As duas situações já vêm ocorrendo há algum tempo, mas estão sendo definitivamente intensificadas pela condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão e reclusão. A pena foi definida na última quinta-feira, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, no processo da tentativa de golpe de Estado.

Nesta segunda-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que devem ocorrer novos anúncios em relação ao Brasil nos próximos dias como resposta à condenação de Bolsonaro. Rubio criticou o que chamou de ativismo judiciário e disse que o Estado de Direito está se deteriorando.

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"Então, haverá uma resposta dos Estados Unidos a isso, e teremos alguns anúncios na próxima semana ou algo assim sobre quais medidas adicionais pretendemos tomar. Mas isso, o julgamento (de Bolsonaro), é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tentou atingir empresas americanas e até pessoas operando a partir dos Estados Unidos", afirmou, em entrevista à Fox News.

A reação americana deve envolver a ampliação nas cassações de vistos, que já atinge oito ministros do Supremo Tribunal Federal, e na aplicação da Lei Magnitsky, imposta a Alexandre de Moraes. Há ainda expectativa, e amplo temor, de que a investida envolva novas tarifas em relação a produtos brasileiros e a redução da lista de exceções.