A Assembleia aprovou, por unanimidade, a recriação da Secretaria da Mulher. Extinta há 10 anos, a retomada ocorre quatro meses após 10 mulheres serem mortas no Estado em quatro dias, na Páscoa.
A iniciativa, que ganhou força com a moção da procuradora-geral da Casa, Bruna Rodrigues (PCdoB), de pronto contou com apoio das deputadas e, rapidamente, de todo o Legislativo. A vitória foi da mobilização e o momento é de comemoração. Mas também de atenção.
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Uma série de outras iniciativas vinculadas à retomada da pasta serão acompanhadas e cobradas. Um dos pontos prioritários, especialmente das deputadas, não apenas da oposição, é relativo ao montante que será destinado à área no Orçamento-Geral do Estado para o ano que vem.
Além de simbólica, a existência da secretaria da Mulher será estratégica nas articulações das diversas ações necessárias para fazer frente aos feminicídios. Entre elas, a proteção e o acolhimento das vítimas. Para isto, são necessários recursos.
O crime é um dos mais desafiadores para os governos e forças de segurança em todo o país. Na foto, a bancada feminina e Manuela D’Ávila, que acompanhou a votação.
