Taline Oppitz

Violência contra a mulher: Até quando?

Em meio à escalada de feminicídios, viralizou no TikTok a trend em que homens simulanm reações violentas diante da negativa de mulheres

Intervenção artística no centro de Porto Alegre alertou para aumento da violência contra a mulher
Intervenção artística no centro de Porto Alegre alertou para aumento da violência contra a mulher Foto : Alina Souza

Em meio à escalada de feminicídios no Rio Grande do Sul e em todo o país, e no mês do Dia Internacional da Mulher, viralizou no TikTok a trend “Caso ela diga não”. Os vídeos publicados mostram homens simulando reações violentas, como chutes, tapas e até facadas, diante da negativa de mulheres.

A Polícia Federal identificou, até aqui, 15 perfis, com milhares de seguidores, que foram retirados do ar. As publicações criminosas ganharam visibilidade enquanto governos de diversas instâncias, Congresso e legislativos estaduais, como o gaúcho, trabalham em ações para tentar fazer frente à violência contra as mulheres.

Os vídeos serviram ainda para reacender na sociedade uma pauta marcada por narrativas políticas que ficou em segundo plano em ano eleitoral: a regulamentação das redes sociais. Enquanto ela não sai do papel, avanços vão sendo conquistados, aos poucos. Um deles é o Eca Digital, que entra em vigência dia 17 de março.

A legislação estabelece que as big techs devem adotar medidas visando a proteção de crianças e adolescentes, vedando que tenham acesso ou sejam submetidas a conteúdos como abuso sexual, pornografia, incitação à violência, uso de drogas, automutilação e suicídio, entre outros.

Vale lembrar que a força tarefa no Congresso, que levou à aprovação da nova regra em tempo recorde, em 2025, foi motivada pela viralização, nas redes e fora delas, da denúncia didática do youtuber Felca, alertando para os crimes cometidos diariamente contra crianças e adolescentes na internet.

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