Apesar de estar prevista para a sessão plenária da Câmara de Porto Alegre, nesta quarta-feira, a votação do projeto de revisão da planta do IPTU, até ontem à tarde, véspera da análise, representava uma incógnita. Não há indicativo de que a prefeitura contará com os votos necessários para a aprovação da proposta, em função dos 10 vereadores de partidos da base, que anunciaram posição contrária: Alexandre Bobadra, Coronel Ustra, Jessé Sangalli e Comandante Nádia, do PL, Mauro Pinheiro, Mariana Lescano e Vera Armando, do PP, Ramiro Rosário e Tiago Albrecht, do Novo; e Marcos Filipi Garcia, do Cidadania, que é vice-líder do governo na Casa.
Segundo o líder do governo, Idenir Cecchim (MDB), a iniciativa garantirá justiça tributária. O texto estabelece redução do IPTU para cerca de 20% dos imóveis da cidade e aumento para 5%, com trava de 10%. A estimativa é que 75% dos imóveis permaneçam sem alterações significativas. Diante do cenário, que terá impacto na arrecadação municipal, já que para ter validade em 2026, o projeto precisa, obrigatoriamente, ser aprovado até o dia 31 deste mês, desdobramentos e estratégias políticas já começaram a ser traçados.
Além da cobrança sobre a postura de aliados e de integrantes do PL, da vice-prefeita Betina Worm, em reunião de alinhamento que deve ocorrer em breve, os reflexos da resistência, em setores como o de hotéis do Centro Histórico, que perderão benefícios, serão colocados na conta do grupo de vereadores.
