O Hospital Universitário (HU), de Canoas, gerido pela Associação Saúde em Movimento (ASM), participou entre os dias 15 e 16 de agosto do mutirão nacional "Brasil Sem Varizes". A iniciativa, idealizada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, reuniu hospitais de 19 estados brasileiros para atingir 4 mil procedimentos sem qualquer custo à população.
Durante a ação, o HU realizou 24 procedimentos vasculares gratuitos, através da escleroterapia, tratamento minimamente invasivo que utiliza espuma para secar as varizes, sem a necessidade de cirurgia tradicional. O objetivo da ação foi ampliar o acesso ao atendimento vascular e reduzir filas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Foram 24 procedimentos realizados pelo HU, sendo em 19 mulheres e cinco homens. Os pacientes que participaram do mutirão aguardavam por tratamento na fila de atendimento da instituição canoense. Entre os benefícios do procedimento proporcionado pela escleroterapia estão o alívio dos sintomas, a melhora estética e a redução do risco de complicações e internações.
De acordo com o médico cirurgião vascular e endovascular Felipe Figueiró, do HU, a escleroterapia com espuma é rápida, segura e indicada para tratar varizes superficiais. "Os principais benefícios são a ausência da necessidade de internação, não há cortes e não deixa grandes hematomas, facilitando a recuperação, além de permitir o retorno rápido às atividades habituais", disse.
Para Figueiró, a adesão do HU no mutirão nacional permite a ampliação do acesso da população ao tratamento das varizes, além de reduzir a fila de espera. “Um mutirão como este chama a atenção para uma doença muito frequente que, muitas vezes, é considerada apenas um problema estético, mas que pode causar dor, inchaço, alterações na pele e, em casos mais avançados, feridas."
Segundo ele, também é uma oportunidade de oferecer um tratamento seguro e minimamente invasivo. "Embora as varizes sejam frequentemente associadas às mulheres, também acometem uma parcela importante da população masculina. Atualmente, temos cerca de 100 pacientes na fila”, observou. “As varizes representam uma das doenças vasculares mais frequentes e existe uma demanda significativa por avaliação e tratamento na rede pública", acrescentou Figueiró.
Nos casos mais avançados, conforme o médico, podem contribuir para inflamações, tromboflebite e úlceras venosas. Segundo ele, é importante procurar avaliação médica em casos de dor persistente nas pernas, inchaço frequente, sensação de peso ou cansaço, alterações na pele, coceira intensa ou aparecimento de feridas próximas ao tornozelo.
"Também merece atenção uma veia que fica repentinamente dolorida, endurecida e avermelhada, porque pode indicar uma tromboflebite." De acordo com o médico, o inchaço súbito de uma perna, acompanhado de dor, calor ou vermelhidão, precisa de avaliação médica rápida, pois pode estar relacionado a uma trombose venosa profunda.