"O Santos repudia veementemente qualquer ato de violência seja verbal ou física, dentro e fora do campo. Essas atitudes racistas não podem e nem devem mais ficar impunes. É crime previsto em lei. Estamos encaminhando à Federação Paulista de Futebol um Pedido de Abertura de Inquérito para Apuração dos Atos de Discriminação contra o nosso jogador. Esperamos que o caso seja investigado e que não fique sem punição dos responsáveis", escreveu Odílio Rodrigues, presidente em exercício do Santos, em nota publicada no site oficial do clube.
Segundo o artigo 243 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), o registro de um ato de racismo, seja por atleta adversário ou por "considerável número de pessoas vinculado a uma mesma entidade" pode ocasionar multa ao clube e até perda de pontos. O meia Rivaldo, presidente do Mogi Mirim, já se manifestou contrariamente à chance de punição esportiva no caso ocorrido nesta quinta-feira, no Romildão.
Na súmula da partida, o árbitro Vinicius Gonçalves Dias escreveu no campo ocorrências/observações que "não houve nada de anormal". No momento das ofensas racistas, ele já estava dentro dos vestiários, e não pôde ver o ocorrido. O presidente santista Odílio Rodrigues, no entanto, anunciou a protocolação da ação no TJD-SP. Ainda não há prazo para julgamento.