Esportes

Ato de racismo contra Arouca fica fora de súmula

Árbitro Vinicius Gonçalves Dias não viu torcedores do Mogi Mirim ofenderem o jogador santista

Árbitro Vinicius Gonçalves Dias não viu torcedores do Mogi Mirim ofenderem o jogador santista
Árbitro Vinicius Gonçalves Dias não viu torcedores do Mogi Mirim ofenderem o jogador santista Foto : Ricardo Saibun / Divulgação / Santos FC / CP
Divulgada no início da tarde desta sexta-feira, no site da Federação Paulista de Futebol, a súmula da partida entre Mogi Mirim e Santos, realizada na última quinta-feira à noite, não registrou o ato de racismo praticado pela torcida do Mogi Mirim contra o volante Arouca, da equipe alvinegra. O santista se encaminhava aos vestiários e concedia entrevista quando um grupo de dez torcedores proferiu as ofensas. Como o árbitro Vinicius Gonçalves Dias não pôde observar o ocorrido, o Santos se manifestou e confirmou o pedido por abertura de inquérito.

"O Santos repudia veementemente qualquer ato de violência seja verbal ou física, dentro e fora do campo. Essas atitudes racistas não podem e nem devem mais ficar impunes. É crime previsto em lei. Estamos encaminhando à Federação Paulista de Futebol um Pedido de Abertura de Inquérito para Apuração dos Atos de Discriminação contra o nosso jogador. Esperamos que o caso seja investigado e que não fique sem punição dos responsáveis", escreveu Odílio Rodrigues, presidente em exercício do Santos, em nota publicada no site oficial do clube.

Segundo o artigo 243 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), o registro de um ato de racismo, seja por atleta adversário ou por "considerável número de pessoas vinculado a uma mesma entidade" pode ocasionar multa ao clube e até perda de pontos. O meia Rivaldo, presidente do Mogi Mirim, já se manifestou contrariamente à chance de punição esportiva no caso ocorrido nesta quinta-feira, no Romildão.

Na súmula da partida, o árbitro Vinicius Gonçalves Dias escreveu no campo ocorrências/observações que "não houve nada de anormal". No momento das ofensas racistas, ele já estava dentro dos vestiários, e não pôde ver o ocorrido. O presidente santista Odílio Rodrigues, no entanto, anunciou a protocolação da ação no TJD-SP. Ainda não há prazo para julgamento.

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