Copa do Mundo

Carlos Corrêa: “A Copa do Mundo é mais legal se você está em um bolão”

Como todo jogo importa para a pontuação, até Uzbequistão x RD Congo fica emocionante

Final do jogo entre Bélgica e Senegal teve inúmeras reviravoltas
Final do jogo entre Bélgica e Senegal teve inúmeras reviravoltas Foto : ALEX GRIMM / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP / CP

Poucas experiências são tão intensas quanto você participar de um Bolão na Copa do Mundo. Diria inclusive que você só vive a Copa por inteiro se estiver participando de um bolão. Afinal de contas, a partir do momento que todo jogo vale para a soma de pontos, o peso de um Brasil x Argentina é o mesmo de um Uzbequistão x República Democrática do Congo. #TodoJogoImporta.

Puxando pela memória, meu primeiro bolão foi na Copa de 1994. Ali, com a minha torcida para a Colômbia e as seleções africanas, aprendi a não misturar torcida com realidade. Depois, mais pragmático, fiquei em primeiro lugar nas Copas de 2006 e 2014.

Com o tempo, os bolões mudaram. Se antes era tudo no papel, hoje os sites agregam todos os palpites e atualizam em tempo real. Além disso, tudo pontua: acertar em cheio o placar, a diferença de gols, o vencedor. Isso transforma todo jogo numa tensão constante, ainda mais em uma Copa com tantos gols nos acréscimos. Imagine estar dando seu palpite exato, mas ainda restarem 20 minutos de jogo. Você só quer que o árbitro encerre logo.

Este ano, entrei em três bolões. Com a minha sorte, estou em 6º naquele que premia até o 5º e em 5º naquele que premia até o 4º. Lidero o bolão dos colegas da Guaíba. Para quem trabalha com a cobertura esportiva, é preocupante. Todo mundo que entra no bolão da Copa sabe que ganha quem não entende nada de futebol. 2006 e 2014 que o digam.

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