Esportes

Em videocast, Flávia Saraiva conta desafios até a sonhada medalha olímpica

Um dos principais nomes da ginástica artística brasileira, atleta é a quinta convidada do Gigantes para Gigantes

Flávia Saraiva compartilha bastidores da carreira que a levaram até medalha olímpica
Flávia Saraiva compartilha bastidores da carreira que a levaram até medalha olímpica Foto : Divulgação / Gigantes para Gigantes / CP

“Quando eu vou competir, não sou a Flavinha. Me transformo na Flávia Saraiva”. Dona de um carisma reconhecido, a frase da ginasta resume bem o novo episódio do videocast Gigantes para Gigantes, disponível no canal do YouTube do Gigantes de Nazaré. A série de entrevistas mostra como atletas se tornaram gigantes em seus esportes. Agora, é a vez de Flávia Saraiva relembrar os bastidores de sua carreira, marcada por conquistas, superações e recordes olímpicos.

Flávia começou na ginástica aos 9 anos de idade, por meio de um projeto social comandado por Georgette Vidor, famosa treinadora de ginástica artística, em Campo Grande. “No dia que eu fui fazer o teste, a Georgette estava lá. Consegui passar e ela se apaixonou por mim, porque sempre fui pequena e muito forte”. Desde então, o esporte virou um caminho de transformação pessoal e familiar na vida da Flávia: “Como eu vim de uma comunidade, consegui dar uma vida melhor para minha família através da ginástica".

A atleta participou de três Olimpíadas. Em 2016, no Rio, além de ser estreante com apenas 16 anos, foi a primeira brasileira a disputar uma final na trave, terminando em 5° lugar. “Rio foi inesquecível. A minha primeira Olimpíada, em casa, e ainda fui para a final. Achei aquilo surpreendente”. Em Tóquio, mesmo enfrentando uma lesão no tornozelo, voltou à final da trave e ficou em sétimo: "Eu não estava muito bem, não estava no melhor ciclo olímpico, já tinha me machucado na preparação. Machuquei também nos Jogos, mas consegui competir".

Já em Paris, em 2024, Flávia, junto à seleção brasileira, conquistou a histórica medalha de bronze por equipes. “Apesar de terem acontecido algumas fatalidades durante o ano, foi um sonho realizado. Até no primeiro aparelho, quando eu caí de cara no chão, a gente não deixou de acreditar em nenhum momento. Acho que esse foi o principal motivo de termos conquistado a medalha", avalia.

*Sob a supervisão de Carlos Corrêa.

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