Esportes

Esportivo registra ocorrência por difamação contra Márcio Chagas

VVice-presidente do clube contestou denúncia de racismo feita pelo árbitro

Clube contesta acusações de racismo feitas pelo árbitro
Clube contesta acusações de racismo feitas pelo árbitro Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
O Esportivo registrou um boletim de ocorrência contra Márcio Chagas por difamação em razão da denúncia de racismo feita pelo árbitro. Em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira, o vice-presidente do clube, Vladimir Santos de Oliveira, afirmou que viu com “estranheza” o fato de Márcio Chagas ter denunciado o caso somente após o retorno a Porto Alegre. O dirigente ainda disse que as fotos mostradas pelo juiz não foram feitas no local destinado para a arbitragem no estádio Montanha dos Vinhedos.

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“Em primeiro lugar temos que preservar a instituição Esportivo. O Márcio Chagas realizou o boletim de ocorrência pela internet e denunciou nas rádios da Capital. Nos causa estranheza. Se houve o fato de racismo, ele deveria ter parado o jogo, como autoridade no momento, e acionado a Brigada Militar. Ele relatou que aconteceu em Pelotas, onde houve a denúncia e o cidadão foi preso. Ele poderia ter feito isso aqui”, declarou Vladimir Santos de Oliveira, contestando também a denúncia de ataque ao carro do árbitro.

“Em relação ao carro amassado e com bananas colocados, as fotos postadas por ele não condizem com o local reservado aqui no estádio. Pegamos as fotos, comparamos e fizemos um boletim para preservar o Esportivo. Somente o delegado e os árbitros têm acesso. Nem os funcionários do clube têm as chaves. Nos causa estranheza porque todo mundo saiu após o jogo. Nada foi feito por ele no momento, somente depois. Creio que o carro dele deva ter alarme. Se foi batido e amassado dessa forma, no mínimo iria chamar atenção”, seguiu o dirigente.

Para encerrar, Vladimir Santos de Oliveira mostrou preocupação com a possibilidade de punição ao Esportivo. De acordo com o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de ato discriminatório, as penas ao clube acusado variam desde a perda dos pontos da partida, passando pela proibição do ingressos dos torcedores identificados e até mesmo a exclusão da competição, caso seja considerado de extrema gravidade.

“Nós trabalhamos, sabemos da dificuldade que é comandar um time do interior. O Esportivo já não está muito bem no campeonato e o pessoal vem com isso para nos prejudicar. Todo mundo sempre foi bem tratado aqui. Não foi a primeira vez que o Márcio Chagas veio aqui e nunca teve problema”, finalizou.

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