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“O (técnico Valdir) Espinosa pediu para evitar as bolas alçadas na área. A gente tinha que propor ao Hamburgo um jogo mais frontal, no meio. Foi pedido para evitar faltas nas laterais do campo, por causa dos cruzamentos”, lembrou o defensor, ressaltando a qualidade da zaga gremista. “Tinha que marcar mais na técnica e mostramos superioridade para tomar a bola”.
Apesar de todos os alertas, foi justamento numa jogada de bola parada que saiu o gol de empate do clube alemão, aos 40 minutos do segundo tempo. Mesmo que a marcação do Tricolor tenha sido impecável na maior parte da final, um descuido quase acabou com o sonho gremista de conquistar o mundo. “Aquela jogada foi de lado. Às vezes, por mais que a gente treine, o erro acontece. Nosso time ganhou em 90% das bolas aéreas, mas infelizmente errou ali”, analisou.
Um acontecimento pode ter sido a causa do vacilo gremista, acredita De León. O ex-capitão suspeita que o time tenha se desconcentrado com a saída de campo de Renato, autor do gol tricolor e que sentiu câimbras pouco antes do empate: “O jogo estava controlado, mas essa possível baixa nos deixou preocupado. A gente perdeu o foco e, infelizmente, tomou o gol”.
Discurso e tranquilidade passada por Espinosa
Antes de iniciar a prorrogação, o então técnico Espinosa passou tranquilidade ao grupo. Além de acertar detalhes da equipe, as palavras do chefe acabaram com qualquer sentimento de frustração. “O título estava próximo, mas no final eles fizeram o gol de empate. O Espinosa nos passou tranquilidade naquele momento e isso serviu para colocar o Grêmio novamente em vantagem”, recorda De León.
Além da conversa, Renato estava de volta e sem dores para os dois tempos de 15 minutos. O atacante deixou sua segunda marca, no início da prorrogação, e garantiu o título com a vitória por 2 a 1. “Acho que o troféu do Mundial foi o resultado de um planejamento que deu certo. A gente se preparou fisicamente e trabalhou muito. Foi todo um ano especial”, conclui o capitão do Mundial.
O convívio, a preparação e o alto rendimento individual foram os elementos que formaram o segredo do título gremista em Tóquio, pondera o ex-zagueiro. “O nosso ambiente era muito bom e o elenco equilibrado, com jogadores jovens e experientes. Todo mundo atuou em grande nível. E quando um time consegue com que os 11 atletas joguem em alto de rendimento, com bom aproveitamento, fica mais perto do objetivo.”
Ouça a narração de Armindo Antônio Ranzolin pela Guaíba :