• O título do Grêmio em 11 histórias
• Abraçamos final como nossa vida, relembra Mazaropi
• Paulo Roberto: Indiferença do Hamburgo serve como motivação
• Baidek: Desenho de escada foi inspiração para o título
• De León: Defesa tinha como missão evitar jogadas aéreas
• Hamburgo era como o Barcelona hoje, compara PC Magalhães
• China supera dor para jogar decisão
• Alemães riem da altura do Grêmio na chegada ao hotel
• Mário Sérgio força saída para ser campeão mundial
• Estava confiante que ia decidir, diz Renato
Osvaldo fala com conhecimento de causa. Para ele, uma das jornadas mais marcantes do Grêmio antes do Mundial foi encontro com o Estudiantes de La Plata na Argentina, que terminou em 3 a 3. “O que passamos na Libertadores e, principalmente naquele jogo, ficou marcado. A partir daquele momento ganhamos estabilidade como time e entendemos que no futuro poderíamos ser campeões mundiais”, explicou.
Para que Mário Sérgio, Paulo César Caju e Renato Portaluppi pudessem brilhar na decisão contra o Hamburgo, alguém teria de se sacrificar. O escolhido pelo então técnico Valdir Espinosa foi Osvaldo, encarregado de marcar ninguém menos do que Felix Magath. “Ele era uma das nossas preocupações. O Espinosa pediu para que eu fizesse uma marcação cerrada e acho que consegui. Fui até o meu limite até a entrada do Paulo Bonamigo”, recordou.
Caju: o tradutor
Entre as inúmeras utilidades do meia Paulo César Caju, que contribuiu com talento para o meio-campo daquele Grêmio campeão mundial e serviu de “isca” para os alemães, Osvaldo recordou que a experiência do colega na Europa foi muito útil dentro de campo. “Além da passagem pela Seleção, ele já tinha jogado na França antes de chegar ao Grêmio. E justamente na decisão o árbitro era francês e então tínhamos alguém para falar com o juiz, sempre que necessário”, disse ao citar Michel Vautrot, responsável por comandar o jogo.
Retomando confiança no jogo
Por estar diante do atual campeão da Liga dos Campeões da Europa, o grupo de jogadores do Grêmio acreditava que iria enfrentar um sufoco na decisão contra o Hamburgo. O panorama da partida, no entanto, mostrou outra situação: um Tricolor calmo e consciente de que poderia vencer os alemães. “Nós tornamos o jogo tranquilo, mas tomamos uma ducha de água fria com aquele gol no final da partida. O De Leon gritou com o pessoal e ouvimos as orientações do Espinosa. A partir daí retomamos a confiança e partimos para cima”, declarou.
Ouça a narração de Armindo Antônio Ranzolin pela Guaíba :