Grêmio

30 Anos do Mundial: La Plata serviu de lição para Tóquio

Osvaldo teve a tarefa de parar melhor jogador do Hamburgo na final

Osvaldo observa Renato disputar bola aérea
Osvaldo observa Renato disputar bola aérea Foto : José Doval / CPMemória
Grandes clubes são moldados por desafios e experiências. Normalmente, são estes dois itens que transformam um time em campeão. O Grêmio já havia sido bem sucedido na batalha pela América, mas em dezembro chegou de expandir este domínio. Era a hora de torná-lo conhecido mundialmente. A vitória de 2 a 1 sobre o Hamburgo em 1983 completa 30 anos, entretanto, a memória do ex-meia Osvaldo não vacila quando instigado a determinar o que foi preciso levar o Tricolor ao título no Japão. "A lembrança sempre é boa. É possível dizer que absorvemos o espírito da Libertadores e somamos com a individualidade. Estas duas coisas nos deram o Mundial", disse em entrevista ao Correio do Povo.

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Osvaldo fala com conhecimento de causa. Para ele, uma das jornadas mais marcantes do Grêmio antes do Mundial foi encontro com o Estudiantes de La Plata na Argentina, que terminou em 3 a 3. “O que passamos na Libertadores e, principalmente naquele jogo, ficou marcado. A partir daquele momento ganhamos estabilidade como time e entendemos que no futuro poderíamos ser campeões mundiais”, explicou.



Para que Mário Sérgio, Paulo César Caju e Renato Portaluppi pudessem brilhar na decisão contra o Hamburgo, alguém teria de se sacrificar. O escolhido pelo então técnico Valdir Espinosa foi Osvaldo, encarregado de marcar ninguém menos do que Felix Magath. “Ele era uma das nossas preocupações. O Espinosa pediu para que eu fizesse uma marcação cerrada e acho que consegui. Fui até o meu limite até a entrada do Paulo Bonamigo”, recordou.

Caju: o tradutor

Entre as inúmeras utilidades do meia Paulo César Caju, que contribuiu com talento para o meio-campo daquele Grêmio campeão mundial e serviu de “isca” para os alemães, Osvaldo recordou que a experiência do colega na Europa foi muito útil dentro de campo. “Além da passagem pela Seleção, ele já tinha jogado na França antes de chegar ao Grêmio. E justamente na decisão o árbitro era francês e então tínhamos alguém para falar com o juiz, sempre que necessário”, disse ao citar Michel Vautrot, responsável por comandar o jogo.

Retomando confiança no jogo

Por estar diante do atual campeão da Liga dos Campeões da Europa, o grupo de jogadores do Grêmio acreditava que iria enfrentar um sufoco na decisão contra o Hamburgo. O panorama da partida, no entanto, mostrou outra situação: um Tricolor calmo e consciente de que poderia vencer os alemães. “Nós tornamos o jogo tranquilo, mas tomamos uma ducha de água fria com aquele gol no final da partida. O De Leon gritou com o pessoal e ouvimos as orientações do Espinosa. A partir daí retomamos a confiança e partimos para cima”, declarou.

Ouça a narração de Armindo Antônio Ranzolin pela Guaíba :



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