Em uma noite marcada por tensão e protestos de torcedores contra o presidente Alessandro Barcellos e demais membros da diretoria, os conselheiros do Inter rejeitaram a proposta de mudança estatutária, nesta segunda-feira (10), no Beira-Rio. Ao todo, 281 conselheiros participaram da votação, que tratava da alteração dos ritos eleitorais, da redução do número de integrantes do Conselho Deliberativo, da regulamentação para o uso de um terceiro uniforme e de novas regras para uma eventual transformação do clube em SAF.
A proposta de reforma do estatuto foi redigida pela Comissão de Assuntos Estatutários do Conselho, a partir de sugestões encaminhadas por associados. O resultado da votação foi de 221 votos contrários à reforma (78,65%), 55 favoráveis (19,57%) e cinco abstenções (1,78%).
Como o texto-base, que previa mudanças nos processos eleitorais e maiores restrições para uma possível conversão do Inter em SAF, foi rejeitado por ampla maioria, os três destaques que seriam votados separadamente nem chegaram a ser analisados. O documento principal também previa normas específicas para a adoção de um terceiro uniforme.
Os destaques excluídos da votação tratavam de: reduzir o número de conselheiros de 300 para 260; ampliar de dois para três o número de candidatos habilitados ao segundo turno da eleição para presidente — atualmente limitado a apenas dois nomes —; e criar uma diferenciação no peso dos votos dos associados conforme o tempo de filiação ao clube.
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