Em 1992, quando se enfrentaram pela primeira vez Copa do Brasil, Grêmio e Inter levaram para os pênaltis a definição do classificado. No Olímpico, deu 1 a 1 com gols de Alcindo e Gérson e, no Beira-Rio, o placar foi igual, com Gérson repetindo a dose para os donos da casa e Carlinhos empatando para os visitantes. Nas cobranças, brilhou a estrela do goleiro paraguaio Gato Fernández, autor de duas defesas para o Colorado.
Agora, 34 anos depois, as duas equipes se encontram nas mesmas quartas de final do torneio. Sobre os atacantes, geralmente, reside a maior expectativa dos torcedores. No entanto, a pergunta é: o que ou quem pode ser decisivo no jogo de ida?
"Eu acho que o Alan Patrick pela experiência, controle e visão de jogo que ele tem. É um dos melhores jogadores do Inter, apesar da idade", aposta Marcelo Amoretty, advogado e colorado fanático.
"Para mim, o Carlos Vinicius. Só um centroavante de ofício é capaz de redimir os pecados táticos de um treinador burocrata como Luís Castro", responde Thiago Brunetto, advogado e gremista ferrenho.
Quando o assunto é clássico são muitos os fatores e nem todos determinantes. O momento dos times, ainda que quando discrepante, geralmente se nivela. Não é o caso, pois o nivelamento atual está justamente na desconfiança despertada por ambos. O Inter tem o fator local a seu favor, mas chega pressionado após dois resultados frustrantes à frente da torcida.
NÚMEROS
Por isso, para sair da subjetividade do torcedor, os números podem colaborar antes do quinto Gre-Nal da temporada com dois empates e uma vitória para cada lado. Das diversas razões em que é possível ganhar um jogo, a bola parada é uma delas.
O Inter até aqui na temporada não tem um gol de falta, mas marcou quatro de pênalti e outros seis de cabeça aproveitando cruzamentos para a área. No Grêmio, Pavón é o autor de dois gols de falta (um em amistoso) no ano. Outros 6 foram da marca da cal e 10 pelo alto.
As defesas até aqui não têm sido sinônimo de segurança. Em ambos os lados, a média de gols sofridos supera um por jogo. O time de Luís Castro jogou 46 vezes e tomou 48 gols e o de Paulo Pezzolano em 40 partidas foi vazado 44 vezes.
Amanhã, no Beira-Rio, serão disputados os primeiros 100 minutos da decisão. Na semana que vem, na Arena, será conhecido de qualquer forma o classificado para a semifinal. Resta saber se, assim como em 1992, o tempo normal será suficiente ou não para ver quem irá decidir o maior clássico do país.