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“Nem home nem office”: como trabalham os nômades digitais e por que as empresas precisam se adaptar

Conceito defende que o expediente possa ser feito em casa e em vários outros lugares

Trabalho nômade é tema do segundo dia do South Summit
Trabalho nômade é tema do segundo dia do South Summit Foto : Lucas Eliel / Especial / CP

A pandemia de Covid-19 trouxe grandes transformações na sociedade, e uma delas é no trabalho. Por conta do isolamento necessário, muitas empresas tiveram que partir para o trabalho fora do presencial.

Passado o período mais duro da doença, muitas pessoas viram que estar em casa ou em algum outro lugar que não seja um escritório propriamente dito não afetou negativamente a produção. E ainda abriu a oportunidade de em meio ao trabalho, haver a chance de uma troca cultural e de experiências enriquecedoras.

O tema de bastante relevância está presente no painel "Nômades Digitais: Uma Nova Abordagem ao Trabalho e ao Turismo", no segundo dia do South Summit, no Cais Mauá, em Porto Alegre.

"Nem home nem office”

O conceito de nômade digital em relação ao trabalho não está ligado nem a um modo de serviço tradicional, somente no presencial, nem ao home office, onde as pessoas trabalham exclusivamente em casa. Ao invés disto, a ideia é o sistema ser híbrido, incluindo também o expediente diretamente da residência, mas também possibilitando o profissional trabalhar em outros locais e estar em contato com outros colegas.

Estes lugares podem incluir, por exemplo, shoppings e hubs feitos especialmente para pessoas que trabalhem de forma nômade, bem no sentido "anywhere office” (escritório de qualquer lugar). Logicamente há tipos de profissão, como as envolvendo o setor de saúde, que não possuem a possibilidade de trabalhar de forma nômade.

Mais felicidade e fomento ao turismo

Segundo a coordenadora de marketing da IWG (Regus e Spaces), Patricia Moraes, que palestrou durante o painel, o trabalho como nômade digital deixa os profissionais mais felizes. "Trabalhando desta forma você pode, por exemplo, vir aqui conhecer o South Summit e depois estender e ir para Gramado mais uma semana. Isso é muito bom para o bem-estar da pessoa e para a empresa, que está contando com um profissional mais feliz".

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A relação de trabalho como nômade digital, no entanto, deve ser baseada em bastante confiança. "Você tem que confiar no seu profissional e não pode tratar ele como se fosse uma criança", pontua. "O trabalho como nômade digital é uma realidade e as empresas vão precisar se adaptar", acrescenta.

O trabalho como nômade digital pode ainda provocar o crescimento da economia local de um destino que não costuma ser badalado. "Tem países que já estão com um visto de nômade digital, um deles sendo Portugal. Isso traz um benefício tão grande para o turismo. As pessoas começam a ir para destinos inusitados onde antes nem eram visitados", afirmou durante a palestra a CEO da empresa Gabriela Schwan Hospitality, Gabriela Schwan.