Uma comissão de moradores do município de Cachoeirinha, afetados pelas enchentes de maio do ano passado, estiveram nesta manhã em frente à sede do governo do Estado protestando pela liberação de recursos do Funrigs em detrimento dos projetos para o sistema de contenção de cheias do município.
De acordo com o porta-voz do grupo, Elenilso Portela, a comissão formada por representantes dos bairros Parque da Matriz, Jardim América, Eunice Velha, Santo Ângelo, Carlos Wilkens, Veranópolis, Vila Marcia, Imbuí, Santo Antônio e Jardim Atlântica, reivindicam agilidade na liberação das verbas para os projetos que evitem novas enchentes nas localidades onde residem, evitando assim novas perdas e sofrimento para as famílias.
"Precisamos de uma nova casa de bombas no trecho da Nilo Peçanha, da manutenção do dique existente e agilidade na obra do novo dique entre Cachoeirinha e Canoas, considerando que já existem recursos federais depositados na conta do Governo do Estado destinados à execução dessa construção. Estamos muito preocupados com a demora na liberação dos recursos", disse Portela.
A Secretaria da Reconstrução Gaúcha recebeu o grupo para prestar os esclarecimentos necessários. Sobre as iniciativas de contenção contra as cheias, cabe ressaltar que o município de Cachoeirinha está em fase de elaboração de projetos e elementos técnicos para obter os recursos do Fundo a Fundo da Reconstrução (Funrigs). Com essa etapa superada, por parte da prefeitura, os recursos serão liberados pelo Governo do Estado. Foram realizadas 11 reuniões técnicas com representantes da prefeitura.
Algumas iniciativas previstas na cidade: reforma de casas de bombas, contratação de projeto para novas casas de bombas, recuperação de dique, recuperação da rede de drenagem e hidrojateamento. O suporte e apoio às cidades para minimizar o impacto das cheias é o objetivo do programa Fundo a Fundo da Reconstrução do governo do Estado.
Mais de R$ 403 milhões em recursos para municípios afetados pelas enchentes já foram garantidos. As cidades contempladas, até o momento, são Porto Alegre (R$ 171,6 milhões), Canoas (R$ 179,7 milhões), Eldorado do Sul (R$ 23,1 milhões), Novo Hamburgo (R$ 2,8 milhões), Pelotas (R$ 13 milhões), Gravataí (R$ 11,4 milhões) e Rio Grande (R$ 1,2 milhão). A Prefeitura de Cachoeirinha foi procurada, mas ainda não se manifestou.
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