Denúncias recentes dão conta de que um vazamento de esgoto de uma tubulação da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan/Aegea), que se rompeu, possivelmente obstruída pelo acúmulo de lixo, tem desaguado no arroio passinhos, dentro do Mato do Júlio, na cidade de Cachoeirinha. Mais tarde, esse mesmo esgoto que deveria ser encaminhado para a estação de tratamento, acaba caindo no Rio Gravataí.
De acordo com o vereador Leonardo Costa, a suspeita é de que o vazamento venha ocorrendo desde maio o que, segundo ele, estaria causando um impacto ambiental que ninguém consegue calcular. "O cheiro para quem passa na avenida é insuportável. Estamos falando de possível crime ambiental e negligência. Estamos pagando por um tratamento de esgoto que não está acontecendo", disse o vereador, que formalizou na semana passada um pedido de informações para a administração municipal solicitando explicações.
A prefeitura de Cachoeirinha informou que a Secretaria do Meio Ambiente notificou o caso à Corsan e à Fepam. Como não é ingerência municipal, não estabeleceu prazo, apenas sugeriu a realização de devidas medidas compensatórias, como a supressão vegetal, se necessário. Também recomendou que a Corsan executasse a remoção da água estagnada na área arborizada.
Já a Corsan esclarece que a Metrosul, empresa parceria da Companhia na Região Metropolitana, executa reparo na rede de esgoto rompida na área conhecida como Mato do Júlio. Por se tratar de uma área de difícil acesso, particular e tombada, foram feitos alinhamentos com os órgãos públicos ambientais, tanto no Município quanto no Estado.
A empresa atua com medidas para minimizar a intervenção na vegetação durante a substituição da tubulação. A operação busca conciliar a necessidade do reparo com a preservação da mata local, considerando as características ambientais da região. O serviço, de alta complexidade, está previsto para ser concluído até o final de semana.
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