Com o objetivo de debater políticas públicas para a população idosa em Porto Alegre, a 6ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa debate, até às 17h desta terça-feira, propostas prioritárias para o poder público na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). O encontro é organizado pelo Conselho Municipal da Pessoa Idosa e pela Secretaria Municipal de Inclusão e Desenvolvimento Humano (SMIDH). O tema deste ano é “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”.
Em 2024, foram feitas pré-conferências em Porto Alegre, em que foram retiradas 852 propostas prioritárias. Compiladas, 152 serão discutidas nesta terça-feira. Para a Conferência Nacional, que acontece em novembro deste ano, em Brasília, os principais eixos temáticos a serem discutidos envolvem saúde, violência e direitos humanos.
Elisiane Silva de Albuquerque, presidente do Conselho Municipal do Idoso, destaca a importância do evento para tratar das principais dificuldades em relação às políticas públicas dos idosos em Porto Alegre.
"É um momento de escuta, é um momento da pessoa se colocar, se empoderar sobre esse assunto. É um momento de proteção com as pessoas idosas aqui de Porto Alegre, que a gente sabe que vem sofrendo muito em todos os sentidos. Saúde, violência, transporte. Nós estamos sempre na luta e hoje o protagonismo é deles, eles têm que estar conosco para falar quais são as suas dificuldades", afirma
Edes Cunha, da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos de Porto Alegre, ressalta que Porto Alegre e RS têm alta porcentagem de pessoas acima de 60 anos, sendo importante a atuação dos poderes públicos, estadual, municipal e nacional para atender às demandas desses grupos.
"É muito importante que haja essa visibilidade e participação da sociedade, que haja a interligação com o poder público para que troquem ideias, seja explicado ao poder público as demandas, as necessidades, os desejos da população idosa para que o poder público possa se organizar para realmente atender as necessidades", diz.
Entre as principais demandas envolve questões de geriatrias, que exigem interligação entre políticas de assistência social e a política de saúde, afirma o promotor. "Precisam as secretarias conversar e programar para os próximos anos a criação de espaços para essa população, porque é um serviço muito especializado, atendimento 24 horas, tem alto custo, mas é uma parcela grande da população que vai precisar desse serviço", completa.
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