Após 14 meses da maior tragédia climática que o Rio Grande do Sul já viveu e que provocou a devastação de grande parte da infraestrutura das cidades gaúchas, causando o sofrimento de muitas comunidades, o governo do estado liberou, na terça-feira, para a prefeitura de Canoas o valor de R$ 179,6 milhões destinados à recuperação do sistema de proteção contra cheias. Os recursos deverão ser investidos em diversas frentes de ação, conforme projetos apresentados pelo município ao longo destes 14 meses.
Entre os trabalhos que serão realizados com os recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), estão o hidrojateamento de redes, a modernização das casas de bombas e a recuperação dos diques de proteção da cidade, danificados durante o evento climático de 2024. O hidrojateamento permitirá a limpeza e desobstrução das redes pluviais e de esgoto, reduzindo entupimentos e prevenindo problemas futuros nas tubulações, especialmente em períodos de chuvas intensas.
A modernização das casas de bombas também está entre os projetos aprovados pelo governo do Estado. Os recursos serão utilizados na melhoria dos equipamentos e na realização de manutenções necessárias para garantir o funcionamento adequado das estruturas. Já os diques que fazem a contenção da água no município receberão obras de recuperação em três estruturas.
No último final de semana, cansados de aguardar pela liberação dos recursos, moradores dos bairros Fátima e Rio Branco realizaram um protesto ao longo da avenida Guilherme Schell, chamando atenção da comunidade, autoridades e do poder público para a morosidade da conceção dos valores para evitar novas cheias em Canoas. O grupo pedia, além da limpeza da rede pluvial, a liberação de recursos do Governo do Estado para a elevação dos diques e melhorias nas casas de bombas, o que deve ser atendido pelo governo municipal a partir de agora.
A Prefeitura de Canoas foi procurada para manifestar-se sobre a liberação dos recursos, mas até o momento não se pronunciou.
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