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Prefeitura de Gramado suspende emissão de alvarás para novos hotéis e restaurantes até o fim do ano

O município atualmente conta 216 hotéis que somam 24,7 mil leitos de hospedagem e 318 restaurantes; hoje existem 13 novos empreendimentos com obras em andamento

O vice-prefeito Barbacovi diz que é preciso preservar a saúde financeira destes empreendimentos, pensando na mobilidade
O vice-prefeito Barbacovi diz que é preciso preservar a saúde financeira destes empreendimentos, pensando na mobilidade Foto : Bruno Stoltz / Prefeitura de Gramado / CP

A prefeitura de Gramado publicou nesta semana dois decretos que suspendem até o final de 2025 a emissão de novos alvarás para hotéis, que possuem mais de 20 apartamentos, e para restaurantes localizados na área central da cidade, que contam com mais de 20 cadeiras. De acordo com o prefeito, Nestor Tissot, o município atualmente conta 216 hotéis que somam 24,7 mil leitos de hospedagem, sendo que existem 13 novos empreendimentos com obras em andamento e outros 33 projetos na área de hotelaria tramitando na Secretaria de Planejamento.

Somando estas unidades, a projeção é de que Gramado atinja a marca de 36,1 mil leitos nos próximos cinco anos. Além disso, na área de gastronomia, Gramado possui 318 restaurantes, representando 26 mil cadeiras, e outras 43 solicitações de novos projetos tramitando na Secretaria da Fazenda e na Vigilância Sanitária. Tissot diz que a suspensão para emissão de novos alvarás para restaurantes envolve somente a região central da cidade – especialmente no entorno da rua São Pedro e da avenida Borges de Medeiros.

O prefeito explicou que a medida vale para novos investimentos e que os projetos que tramitam junto ao município não serão suspensos. O vice-prefeito Luia Barbacovi diz que só na parte da hotelaria, diante dos novos projetos que tramitam na prefeitura, a previsão é que outros 12 mil leitos sejam acrescentados na cidade. "Os números mostram que a taxa da ocupação hoteleira é 60% nos últimos quatro anos. Precisamos preservar a saúde financeira destes empreendimentos, sem falar no problema de mobilidade, de saneamento e também de abastecimento de água que Gramado vive."

De acordo com Barbacovi, é preciso perceber a oferta e a demanda, bem como a questão da limitação dos espaços da região central. "Porque o excesso pode ser prejudicial. Durante estes seis meses, nós vamos dialogar com as entidades e com setor empresarial, avaliando novos critérios para reordenar novos projetos para o futuro. É preciso acompanhar o setor econômico." Conforme o vice-prefeito, em julho, tradicionalmente, Gramado recebe 800 mil visitantes. Entre outubro e janeiro (no período do Natal) a cidade recebe dois milhões de visitantes. "Somos uma cidade turística e queremos o melhor."

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