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Prefeitura de Porto Alegre defende improcedência de ação que pede indenização a atingidos pela enchente

Contestação foi protocolada na Justiça nesta semana pela PGM, contra Ação Civil Pública; MPRS diz que só se manifestará no processo

Paço Municipal foi alagado pelas enchentes de maio do ano passado
Paço Municipal foi alagado pelas enchentes de maio do ano passado Foto : Pedro Piegas / CP Memória

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Porto Alegre protocolou na Justiça nesta semana, o pedido de improcedência da Ação Civil Pública ajuizada contra o município pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que pede indenização por danos morais e materiais causados pelas enchentes do ano passado. A informação foi divulgada em nota, pela Prefeitura, na tarde de sexta-feira.

Conforme a manifestação, o município sustenta que a enchente “foi uma catástrofe juridicamente configurada como força maior, imprevisível e de magnitude inédita, o que afasta a responsabilidade civil da administração municipal por omissão, uma vez que não houve descumprimento de obrigação legal específica de impedir a ocorrência do dano”.

Além disso, a defesa também defende que o sistema de proteção contra cheias depende da análise integrada das bacias hidrográficas e da atuação dos entes federados (União e Estado), não sendo possível atribuir responsabilidade ao município.

Conforme a Prefeitura, uma eventual condenação também causaria impactos financeiros que comprometeriam a capacidade orçamentária da cidade. O valor mínimo estimado de indenizações é de R$ 5,3 bilhões e representa mais de 42% da receita total do município em 2025, prevista em R$ 12,35 bilhões.

A manifestação, assinada pelo procurador-geral do município, Jhonny Prado, diz expressar uma defesa técnica e comprometida. “Não se trata de negar a dor da população, mas de apontar que, diante da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, a resposta deve ser institucional, articulada entre os entes federados e baseada nos limites legais de suas competências. Responsabilizar apenas o município de Porto Alegre por um fenômeno dessa magnitude é juridicamente infundado e socialmente contraproducente”, conclui.

Procurado pelo Correio do Povo para falar sobre a manifestação da Prefeitura, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) informou que só se manifestará sobre o tema no processo.

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