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Presidente do Stetpoa garante que rodoviários não impediram circulação de ônibus em Porto Alegre

Segundo presidente da Carris, até às 9h, 120 veículos da frota circulavam na Capital

Foto : Guilherme Almeida

Cerca de 120 ônibus estavam nas ruas de Porto Alegre, às 9h desta segunda-feira, quando está marcado para ocorrer o leilão da Carris. Conforme determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), 132 ônibus - 60% dos 220 que compõem a frota da empresa - devem circular pela Capital, apesar da paralisação dos rodoviários.

Segundo o acordo definido no judiciário trabalhista, 11 das 21 linhas operadas pela Carris estão fora de circulação. Ainda conforme o acordado, a greve deve vigorar apenas nesta segunda.

Em protesto desde o início da manhã, em frente ao estacionamento da empresa, integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte de Porto Alegre (Stetpoa) garantem que não estão impedindo a saída dos ônibus. Conforme o presidente do Stetpoa, Adair da Silva, os trabalhadores também realizam a reposição de veículos que precisarem de manutenção.

“Em nenhum momento trancamos o portão e quem falar isso está mentindo. Os ônibus estão saindo normalmente e no momento em que um estraga, trocamos por outro”, afirmou o presidente do Stetpoa. "O povo de Porto Alegre não quer vender um patrimônio da cidade. A Carris não é da prefeitura, é do povo".

 



De acordo com o presidente da Carris, Maurício Gomes da Cunha, aproximadamente 40 mil cidadãos são prejudicados com a greve da categoria. Cunha, mesmo admitindo que há riscos de impugnação, está confiante que o leilão ocorra conforme previsto.

"Isso (paralisação) faz com que 40 mil pessoas não sejam atendidas, pois o sindicato decidiu fazer uma greve política. O edital vem sendo discutido há mais de três anos. Temos confiança que a venda da Carris se realizará logo mais e pedimos desculpas para a população, pelas dificuldades no atendimento", concluiu.