Cidades

PUCRS e agência governamental dos EUA firmam cooperação acadêmica para estudos e discussões sobre desastres climáticos

Parceria foi assinada entre a universidade e Fulbright para, nos próximos cinco anos, investir em atividades interdisciplinares para estratégias de preparação, resposta e recuperação de desastres

Com a assinatura, realizada no Tecnopuc, serão desenvolvidas diversas atividades de reflexão e planejamento reunindo pesquisadores do Brasil e dos EUA
Com a assinatura, realizada no Tecnopuc, serão desenvolvidas diversas atividades de reflexão e planejamento reunindo pesquisadores do Brasil e dos EUA Foto : Pedro Piegas

Um memorando de entendimento foi firmado nesta terça-feira entre a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e a Comissão Fulbright, agência do governo dos EUA de fomento à cooperação acadêmica internacional, com o objetivo de desenvolver atividades que abordem, de forma interdisciplinar, os desafios das mudanças climáticas, propondo soluções para mitigação de riscos, redução de danos e reconstrução sustentável. A proposta é fruto da análise dos impactos das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.

Com a assinatura, realizada no Tecnopuc, serão desenvolvidas atividades entre pesquisadores do Brasil e dos EUA, além de representantes de agências governamentais e de diferentes setores da sociedade. A universidade foi uma das duas escolhidas no Brasil para a parceria, entre instituições de todo o país. Nos próximos cinco anos, a agência investirá 400 mil dólares para atividades interdisciplinares lideradas pela PUCRS com o tema "Estratégias sustentáveis para preparação, resposta e recuperação de desastres climáticos no Rio Grande do Sul através da cooperação acadêmica internacional".

A expectativa é que os trabalhos gerem publicações, eventos científicos, trocas acadêmicas e planos de ação que influenciem políticas públicas e práticas sustentáveis para enfrentar desastres ambientais e atenuar seus impactos. O professor da PUCRS Eduardo Eizirik, coordenador do projeto, destaca que a ideia é contribuir em conjunto com cientistas da universidade e de outras instituições do Rio Grande do Sul, com áreas interdisciplinares. "Vamos gerar métodos, uma sistemática discussão sobre desastres ambientais e como lidar com eles. Como se preparar, como se recuperar, como ser mais resiliente, com uma perspectiva sustentável, que acho também é algo que pode ser melhorado", diz.

Ele destaca que, além do âmbito científico, o plano é integrar outros atores da sociedade, como o governo, empresas e ONGs, para potencializar esse diálogo. "Nossa esperança é que com esse projeto a gente vá catalisar conversas entre diferentes setores cientificamente embasados e com uma perspectiva interdisciplinar e sustentável", diz.

Luiz Valcov Loureiro, diretor executivo da Comissão Fulbright Brasil, destaca a importância da iniciativa ao colocar à disposição recursos que vão viabilizar um projeto competitivo e que foca na mitigação dos desastres. "Os Estados Unidos têm uma contribuição a dar e também tem muito a aprender com o Rio Grande do Sul. Acho que é algo extremamente importante, relevante para a sociedade como um todo, e começa agora. Acredito muito no dinamismo da instituição e do próprio grupo que está envolvido na formulação do projeto", pontua.

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