O final da orla 1 do Guaíba, no Centro Histórico de Porto Alegre, acumula toneladas de galhos e sujeira na margem, após as últimas chuvas elevarem o nível do curso d’água para próximo da cota de inundação. De acordo com o Grupo de Pesquisas Hidrologia de Grande Escala do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (HGE/IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Guaíba apresentou estabilização em níveis elevados nos últimos dias.
A marca foi de 3,19 metros na régua da Usina do Gasômetro. Já na marca do Cais Mauá, a redução continua sendo de um centímetro por hora, em média, alcançando 2,61 metros às 7h desta quinta, segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), ainda dentro da cota de alerta, de 2,30 metros. Nesta semana, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) divulgou que já houve o recolhimento de mais de 100 toneladas de resíduos desta enchente, inclusive animais de grande porte, porém a maior parte dos materiais é composto por troncos de madeira.
Nível da água na Orla do Guaíba
O diretor-geral do órgão, Carlos Alberto Hundertmarker, disse que a condição para a extensão do serviço a outras áreas da Capital é o recuo da água. Ainda há diversas áreas interditadas para a passagem de pessoas, pelo risco de acidentes. Também conforme o HGE/IPH, os atuais cenários de previsão indicam tendência de redução nos níveis, contudo, a ocorrência de vento pode, eventualmente, ocasionar pequena nova elevação.
As previsões, acrescenta o instituto da UFRGS, indicam níveis abaixo da cota de alerta, de três metros, nos próximos dias. Foram ainda reabertas pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), no começo da manhã desta quinta, as quatro comportas do Cais Mauá, iniciando pela 6, e mais tarde, as estruturas 1, 2 e 4. As comportas 11, 12, 13 e 14, que estão em obras, permanecerão fechadas.
“O Guaíba está em declínio, assim como a maior parte dos seus afluentes. Os especialistas consultados pelo Dmae apontam que a possibilidade de ultrapassarmos a cota de inundação está bastante reduzida. Por isso, temos segurança na decisão de restabelecer a rotina normal do Cais Mauá”, disse o diretor-executivo do Dmae, Vicente Perrone.